Publicidade
Manaus
GOLPE

Delegado alerta população para golpe do falso sequestro em Manaus

Uma dona de casa de 44 anos recebeu um telefonema informando um suposto sequestro de sua única filha; o criminoso exigiu resgate de R$ 50 mil 12/07/2017 às 15:46 - Atualizado em 12/07/2017 às 15:48
Show 1442599295 533443072
acritica.com

Não é de hoje que criminosos se aproveitam da fragilidade emocional das vítimas e se aproveitam disso para extorqui-las. Um exemplo é o golpe do falso sequestro anunciado por ligações registradas. A vítima recebe a ligação e de um número não identificado e uma pessoa se passa por um familiar que diz ter sido sequestrado.

Caso parecido aconteceu há dois meses com a dona de casa Antônia Almeida*, 44, na Zona Leste. Ela tem apenas uma filha e recebeu uma ligação anônima falando do suposto sequestro da jovem. “Eles diziam: ‘Mãe, eu estou com a tua filha presa aqui no carro. Ela está amarrada dos pés a cabeça e eu vou matar ela”, relatou.

Segundo ela, os bandidos pediram um resgate de R$ 50 mil, e Antônia acabou fazendo uma transferência bancária, de R$ 1,5 mil. Foram três depósitos em duas contas diferentes. Dois deles na conta de uma pessoa identificada como “Thaisa Alana Peixoline” e um na conta de “Aline da Silva”.

Horas depois, a descoberta do golpe veio à tona. Apesar do susto, a mulher ainda não teve coragem de registrar boletim de ocorrência para que o caso seja investigado. Mas o delegado do 6º Distrito Integrado de Polícia (DIP), Jeff Mac Donald, alerta para a necessidade de fazer o B.O.

“Esse golpe é uma forma de extorsão. A vítima tem que comparecer ao DIP para que a polícia possa representar judicialmente e pedir a quebra do sigilo bancário e identinficar e notificamos a pessoa para prestar esclarecimentos”, explicou o delegado.

Manter a calma e sempre fazer perguntas íntimas como a data de aniversário também ajudam a identificar o golpe, de acordo com o delegado.

Ligações partem de presídios nacionais

Outro detalhe destacado pelo delegado é que boa parte de ligações restritas ou DDD de outros estados podem partir de dentro de presídios. “Nós constatamos que, infelizmente, ocorre falha no bloqueio de sinal de telefone dentro das penitenciárias e os presos podem sim estar cometendo esse tipo de crime”, disse o delegado Jeff Mac Donald.

*Nome fictício para preservar a vítima.

Publicidade
Publicidade