Domingo, 19 de Setembro de 2021
Desaparecidos

Delegado diz que há fortes indícios de que PM’s mataram jovens no Grande Vitória

Delegado afirmou ainda que, além dos indícios que levam ao crime de homicídio, a prisão dos PMs também foi pedida após a equipe identificar que os policiais estavam destruindo provas do crime



show_desaparecidos.JPG Jovens que estavam voltando de uma festa no Armando Mendes foram abordados por policiais da 4ª Cicom e sumiram (Foto: Reprodução/Internet)
08/11/2016 às 12:32

O delegado federal Leandro Almada, corregedor-geral do Sistema de Segurança Pública (SSP-AM), afirmou em coletiva de imprensa na manhã desta terça-feira (8), que há fortes indícios de que os policiais militares da 4ª Cicom praticaram o triplo homicídio dos jovens Alex Julio Roque de Melo, 25, Rita de Cássia Castro da Silva, 19, e de Weverton Marinho, 20.

Mesmo sem os corpos, o corregedor informou que há muitas provas de que o crime pode ter sido cometido pelos policiais. Segundo Almada, ao todo dez policiais militares estão presos temporariamente por cinco dias.



Delegado afirmou ainda que, além dos indícios que levam ao crime de homicídio, a prisão dos PMs também foi pedida após a equipe identificar que os policiais estavam destruindo provas do crime. Conforme Almada, dois oficiais e oito praças estão presos.

Entenda o caso

Já são onze dias de buscas pelos jovens Alex Julio Roque de Melo, 25, da atendente de caixa Rita de Cássia Castro da Silva, 19, e de Weverton Marinho, 20, que desapareceram desde o dia 29 do mês passados, depois de terem sido abordados por duas guarnições da Polícia Militar, da 4ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom), no bairro Grande Vitória, na Zona Leste.

Também já são onze dias de buscas incansáveis, dos pais principalmente, na maioria das vezes por conta própria, e com recursos próprios, como terçados, enxadas e cães da raça vira-lata, lanternas e outros equipamentos. Eles até criaram um grupo no WhatsApp onde buscam informações que levem ao paradeiro dos desaparecidos.

As esperanças de encontrá-los com vida não são mais tão forte como há cinco dias. Ontem Arlete Roque, mãe de Alex disse que o seu coração de mãe não tem mais nenhuma esperança. “Já se passaram nove dias e ninguém consegue sobreviver esse tempo todo sem tomar água, sem se alimentar”, disse.

Arlete que passou uma semana sem se alimentar voltou a comer. O marido Júlio Roque e amigos passaram o dia de ontem nas matas tentando achar uma pista dos jovens. Eles conseguiram a informação que Ales, Rita de Cássia e Weverton foram levados para a mata na picape de placa NOT-5687 de um dos envolvidos: o tenente Luiz Ramos. Esta, assim como a motocicleta de Weverton estão desaparecidas também.

Se vivos ou mortos, o que eles querem é encontrá-los para dar a eles no mínimo um enterro descente. Na manhã de segunda-feira (8), prometem fazer uma manifestação em frente à sede da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/AM). “Nós queremos que eles nos ajudem o tempo está passando e os policiais que levaram o meu irmão está em liberdade”, disse Amanda Roque, irmã de Weverton.

De acordo com  o secretário de segurança pública Sérgio Fontes, as investigações, que estão sendo presididas pelo titular da Delegacia Especializada em Homicídios e Seqüestros (DEHS), Ivo Martins, estão bem adiantadas e, até ao final desta semana, o caso deverá estar esclarecido.


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