Quinta-feira, 19 de Setembro de 2019
JUSTIÇA

Julgamento de delegado Gustavo Sotero segue sem definição de data para audiência

Tribunal de Justiça do Estado informou que delegado pode ir a Júri Popular após sentença de pronúncia



wdffd_FCE69A2E-FCC7-431B-8EEB-45D79CC3D7CD.JPG Delegado da Polícia Civil permanece preso preventivamente na Delegacia Geral. Foto: Junio Matos
15/11/2018 às 01:51

O processo do delegado Gustavo Sotero,  que matou  a tiros o advogado Wilson de Lima Justo Filho em uma casa noturna localizada no bairro São Jorge, Zona Oeste de Manaus, no ano passado, terá um novo capítulo. O próximo passo será a divulgação da sentença de pronúncia, segundo o Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas (TJ-AM), que pode levar o policial a Júri Popular. No entanto, não existe uma data definida para a audiência.

A sentença de pronúncia é uma decisão que não põe fim ao processo. Ela decide apenas que existem indícios de um crime doloso contra a vida e que o acusado pode ser culpado. Por se tratar de um crime doloso contra a vida, o processo será julgado por um Tribunal de Júri e não por um juiz sozinho.

O polêmico caso motivou um projeto de lei substitutivo que proíbe a venda de bebidas alcoólicas a pessoas armadas proposto pelos vereadores Chico Preto (PMN), Joana D’Arc (PDT) e Júnior Resgate (PDT). Ele deve ser votado na próxima semana na Câmara Municipal de Manaus (CMM).
 
hc e reconstituição

O advogado de Gustavo  Sotero, Cláudio Dalledone, informou que impetrou um habeas corpus  no Superior Tribunal de Justiça (STJ) para a soltura do delegado e aguarda a decisão. “Nós estamos entrando em uma fase na qual o juiz vai decidir se ele (Sotero) vai a julgamento popular ou não. Pelo que tudo indica, ele irá a julgamento popular”, disse ele.

Em agosto, o juiz titular da 1ª Vara do Tribunal do Júri, Celso Souza de Paula, negou o pedido da defesa para a reconstituição do caso. “Considero que qualquer dúvida existente sobre como se deu determinado fato pode ser dirimida com a visualização das filmagens já disponibilizadas a este Juízo”, escreveu o magistrado em seu despacho.

Um ano depois 

Há quase um ano, no dia 25 de novembro, um desentendimento em uma casa noturna vitimou o advogado, além de lesionar a esposa de Wilson, Fabíola Rodrigues Pinto de Oliveira, Maurício Carvalho Rocha e Iuri José Paiva Dácio de Souza. 


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