Segunda-feira, 18 de Novembro de 2019
JUSTIFICATIVA

Delegado que matou no Porão será alvo de facções se ficar em presídio comum, diz Seap

Secretaria que administra presídios alega que sistema penitenciário não está estabilizado; Gustavo Sotero deve seguir custodiado por colegas de profissão



28/11/2017 às 12:41

O delegado Gustavo Sotero, que matou o advogado Wilson Justo Filho na madrugada de sábado (25) na casa de show Porão do Alemão, em Manaus, vai continuar preso na sede Delegacia Geral. A Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap), responsável pelos presídios no Amazonas, afirmou que, “em caso de uma eventual crise” em um presídio comum, o delegado seria “um dos principais alvos das facções criminosas”.

A informação divulgada pela Seap foi uma resposta à solicitação feita pela juíza Mirza Telma, presidente do 1º Tribunal do Júri da Comarca de Manaus, que queria saber se algum presídio do Estado poderia receber, com segurança, Gustavo Sotero. O delegado teve a prisão preventiva decretada no último sábado (25). Com a negativa da Seap, Sotero vai permanecer na Delegacia Geral, custodiado por colegas com quem trabalhava normalmente até a última sexta-feira (24), antes de cometer o crime. 



LEIA MAIS: Tragédia no Porão: veja um resumo sobre o assassinato que chocou Manaus

A Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) afirmou, em ofício encaminhado à juíza Mirza Telma, que não existe "unidade prisional no Estado do Amazonas que possua dependência segura e isolada dos demais presos para a custódia de um policial". A justificativa do órgão é que o caso é mais grave por ser um policial da ativa. 

No documento, o órgão afirma que o sistema penitenciário do Amazonas não encontra-se totalmente estabilizado e diz que o fato "é de conhecimento do Poder Judiciário, Ministério Público e demais autoridades da Segurança Pública Estadual". 


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