Sábado, 20 de Julho de 2019
Manaus

Demolição do prédio conhecido como ‘Titanic’ segue indefinida

Apenas duas das 15 famílias que vivem em prédio precário saíram do local; Prefeitura de Manaus ampliou prazo para desocupação



1.gif Nesta segunda-feira, moradores que se recusam a deixar imóvel condenado pela Defesa Civil se reuniram com técnicos da prefeitura
21/05/2013 às 09:49

A desocupação do prédio conhecido como “Titanic”, no Centro, que corre risco iminente de desabar, continua indefinida. Na manhã desta segunda-feira (20), técnicos da prefeitura estiveram no imóvel e tentaram convencer os moradores a sair. Eles receberam o prazo para deixar o local até as 13h desta segunda, mas se recusaram, alegando que havia pouco tempo para encontrar outra casa.

A prefeitura disponibilizou caminhões para fazer a mudança, porém apenas duas famílias aceitaram deixar o prédio. Durante a tarde, os técnicos retornaram para conversar com os moradores. Das 15 famílias que moram no prédio, apenas seis foram cadastradas pela Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos (Semasdh) para receber o auxílio-aluguel, no valor de R$ 300 por três meses. Os outros nove moradores não receberão nenhuma ajuda financeira. De acordo com a Semasdh, todos os moradores pagam R$ 130 de aluguel para morar em condições subumanas. Quanto aos “solteiros”, a pasta informou que eles têm condições de encontrar outra moradia pagando aluguel, mesmo com valor um pouco maior.

Segundo a pasta, o auxílio-aluguel foi disponibilizado priorizando as famílias com crianças e que estão em situação de extrema pobreza. Algumas têm como única renda o valor que recebem do Programa Bolsa Família, do Governo Federal. Os moradores questionaram que R$ 300 é um valor baixo para alugar uma casa em qualquer parte da cidade. No entanto, foram informados que terão que arcar com o valor do aluguel do novo imóvel, caso seja maior. 

As famílias terão acompanhamento do serviço social da prefeitura, mas expirado o prazo de três meses, terão que encontrar um meio próprio de sustento para manter a moradia.

As informações foram passadas aos moradores durante reunião no prédio que, além da Semsdh, contou com técnicos da Secretaria Extraordinária para Requalificação do Centro (Semex), Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb)e da Defesa Civil do Município. O prédio está visivelmente em condições precárias e não oferece nenhuma condição de moradia. Mesmo com o técnico em segurança da Defesa Civil, Antonio Vieira, alertando sobre os riscos de acidentes, os moradores não saíram. “Basta olhar para ver que o prédio não pode abrigar essas famílias, mas temos um laudo técnico que atesta o risco de desabamento”, disse.

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