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Depoimento de empresária é contestado pela família que teve o carro arrastado em Manaus

O depoimento da empresária Otília Vietas, que dirigia um carro de luxo blindado que arrastou por mais de 50 metros um carro modelo Fiesta, com cinco pessoas dentro, entre elas um bebê de apenas 10 meses, não convenceu as vítimas 09/09/2014 às 13:11
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Uma das vítimas diz que Otília Vietas fez gestos obscenos e não parecia fugir de assalto na hora em que arrastou o carro na rua
Kelly Melo ---

A delegada titular do 22º Distrito Integrado de Polícia (DIP), Sylvia Laureana, no bairro Nossa Senhora das Graças, na Zona Sul da capital, ouviu, na manhã de ontem, o depoimento da empresária Otília Vietas, que dirigia um carro de luxo blindado que arrastou por mais de 50 metros um carro modelo Fiesta, com cinco pessoas dentro, entre elas um bebê de apenas 10 meses, na semana passada, no conjunto Vieiralves.

Segundo a delegada, a empresária assinou um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) por lesão corporal, fuga do local de acidente, omissão de socorro e dano. “Ela compareceu na delegacia e confirmou a versão que foi divulgada na imprensa, de que teria sofrido uma tentativa de assalto. Ela apresentou algumas fotos e nós recolhemos esse material”, explicou a delegada. Laureana informou ainda que a suposta tentativa de roubo deve ser investigada pela Delegacia Especializada em Roubos e Furtos (DERF), no Alvorada, na Zona Centro-Oeste.

Já sobre o andamento do processo relacionado ao acidente de trânsito, a delegada garantiu que até amanhã o caso já será encaminhado à Justiça (10).

A defesa da empresária informou que as imagens do Centro Integrado de Operações de Segurança (Ciops) já foram solicitadas para comprovar a abordagem dos assaltantes.

Apesar da versão apresentada pela empresária, uma das vítimas que estava no Fiesta, Laura Moraes, 24, mãe do bebê de 10 meses, manteve a versão de que o acidente foi proposital. “Eu não vi nenhuma marca de tiro no vidro dela. Ela estava sorrindo, fazendo gestos obscenos. Uma pessoa que acabou de sofrer um atentado não reage daquela forma”, opinou a dona de casa. Ela, o filho e a tia, Maria Dieplinger, tinham ido buscar uma prima e amiga na rua Acre, quando o acidente aconteceu.

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