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Depois da tempestade vítimas e governo trabalharam duro, mas vem mais chuva por ai

Segundo Meteorologista do Sipam o fenômeno que ocorreu na segunda-feira (30) em Manaus pode se repetir 02/10/2013 às 07:47
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Na casa de Jaime Vieira, na rua Barcelos, Cachoeirinha, amigos e vizinhos ajudavam a recompor o telhado que foi arrastado pelos ventos de mais de 90 km/h
CAROLINA SILVA ---

Aos poucos, Manaus voltava nessa terça-feira (1º) à normalidade depois de somar muitos prejuízos causados pelo temporal de segunda-feira (30). Nos bairros Praça 14 e Cachoeirinha, na Zona Sul, moradores tentavam recuperar os telhados arrancados pela força do vento de pouco mais de 90 km/h. Em algumas residências do bairro São Francisco, o fornecimento de energia foi reestabelecido somente no início da manhã. No Manauara Shopping, Zona Centro-Sul, clientes ainda eram surpreendidos com a interdição do centro de compras.

Jaime Vieira, 44, desempregado, ainda olhava preocupado para a casa, onde mora com mais cinco familiares, parcialmente descoberta, na vila Pérsia, localizada na rua Barcelos, bairro Cachoeirinha, Zona Sul. O telhado de zinco não resistiu a ventania e voou para um terreno ao lado.

“Os colchões estão fora para secar e ainda tenho que ver como recuperar o telhado”, disse Jaime. Os vizinhos enfrentavam o mesmo problema. No beco General Glicério, na rua de mesmo nome, bairro Praça 14, alguns moradores também estavam preocupados com a infraestrutura das casas, pois a maioria é de madeira.

Uma equipe da Defesa Civil do município esteve no local pela manhã e deve enviar um relatório da situação das moradias a Unidade de Gerenciamento do Programa Social e Ambiental dos Igarapés de Manaus (UGPI).

No bairro São Francisco, também na Zona Sul, moradores só puderam ter um sono tranquilo depois das 5h. “Somente às 5h10 fui dormir porque até então estávamos sem energia por causa do temporal”, disse a dona de casa Ivana Ruiz, 58.

Alguns clientes ainda não sabiam da interdição do Manauara Shopping, Zona Centro-Sul e se deparavam com o centro de compras de portas fechadas.

Pela manhã, seguranças do shopping controlavam a entrada dos lojistas e funcionários das lojas que não foram dispensados. Dois portões do estacionamento do shopping encontravam-se fechados. A Cachaçaria do Dedé e Empório, por exemplo, dispensou 70% de seus funcionários. Dentro e fora do shopping era possível ver a movimentação de funcionários do centro de compras limpando o local.

AnáliseRicardo Dallarosa

Meteorologista do Sipam

‘Tudo pode se repetir’

“Esse fenômeno que ocorreu na segunda-feira em Manaus pode se repetir. Estamos na transição. E ele é típico desse período de transição entre estação seca e estação chuvosa. A ocorrência desse tipo de fenômeno precisa basicamente de duas coisas: energia e umidade em abundância. E era o que tinha segunda-feira. Uma massa de ar úmido e temperatura da cidade às 11h era de 33,5º. Isso associado a um outro fenômeno que favoreceu a convecção foi um aglomerado convectivo (nuvens carregadas) que passou próximo da cidade. Ele fez com que essas condições de umidade e de calor que estavam na cidade se acentuassem. É possível ao longo do mês de outubro e início de novembro possamos ter eventos semelhantes e não iguais a este”.

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