Quinta-feira, 14 de Novembro de 2019
POLÍTICA

Deputado diz que não foi notificado sobre suspeita de ter ‘funcionário fantasma’

O parlamentar Adjuto Afonso afirmou que emprega em seu gabinete na ALE-AM 40 servidores, mas que nenhum é "fantasma"



adjuto_afonso_F6A6BD2D-B300-4CB9-8FC2-7D238FFB48EC.jpg Foto: Reprodução/Internet
24/09/2019 às 12:14

O deputado estadual Adjuto Afonso (PDT) afirmou, na manhã desta terça-feira, que ainda não foi notificado da investigação do Ministério Público do Estado do Amazonas (MP-AM) que apura a suspeita de “funcionário fantasma” no gabinete do parlamentar.

“Tive conhecimento da investigação através de um blog na segunda-feira. Ainda não fui citado e desde já pedi que o meu advogado acompanhe. Eu não tenho conhecimento (de funcionário fantasma). Após ter conhecimento da denúncia, vou me manifestar. Estou disposto quando for chamado a prestar os esclarecimentos”, declarou o parlamentar.



A promotora titular da 46º Promotoria de Justiça Especializada na Proteção do Patrimônio Público, Sheyla Dantas Frota, instaurou um procedimento preparatório para apurar a contratação de um possível funcionário fantasma no gabinete do deputado. A abertura do procedimento – investigação inicial que pode resultar em um inquérito civil ou ação civil pública – foi publicada no diário eletrônico do MP-AM na segunda-feira, dia 23.

Segundo o MP-AM, a prática pode configurar improbidade administrativa.

O parlamentar afirmou que emprega em seu gabinete na Assembleia Legislativa do Amazonas (ALE-AM) 40 servidores. “Não significa que eles ficam todos no gabinete. Não teria condições de comportar. Nós temos várias pessoas que trabalham em bairros ou em gabinetes de apoio. Por exemplo, este reúne 12 pessoas. Todos os deputados usam a quantidade de pessoas (servidores) que se permite na Assembleia e essas pessoas prestam serviços em bairros e no interior”, explicou.

Cada um dos 24 deputados estaduais dispõe da verba de gabinete mensal no valor de R$ 103 mil para contratar assessores. Em entrevista ao Jornal A Crítica, o diretor-geral Wander Motta, disse que os vencimentos dos assessores indicados pelos deputados variam de um salário mínimo a R$ 14 mil.

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Repórter de A Crítica

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