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Manaus
INVESTIGAÇÃO

Deputado pede abertura de CPI para investigar tarifas da Manaus Ambiental

O requerimento de autoria de Dermilson Chagas (PEN) foi apresentado durante sessão na ALE-AM, mas o deputado ainda não conseguiu reunir as assinaturas necessárias para o pedido ser implantado 28/06/2017 às 17:21
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Fotos: Arquivo AC
Camila Pereira Manaus (AM)

Para investigar as tarifas consideradas abusivas e a atuação da Manaus Ambiental, foi apresentado na Assembleia Legislativa do Estado (ALE-AM), nesta quarta-feira (28), o requerimento para instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), de autoria do deputado Dermilson Chagas (PEN). No entanto, até a tarde de hoje, o requerimento não conseguiu reunir as assinaturas necessárias para ser implantada. Apenas o deputado Wanderley Dallas (PMDB) assinou, além do próprio Dermilson.

A ideia da CPI veio após uma sobre tarifas abusivas e apropriação dos sistemas de água e esgoto do residencial Viver Melhor pela concessionária Manaus Ambiental, onde ficou proposto para a Prefeitura de Manaus, desfazer o contrato de concessão com a empresa, repassando a administração para os moradores.


Deputado estadual Dermilson Chagas (PEN)

A justificativa do requerimento se concentra na atuação da Manaus Ambiental em Manaus e diz que a tarifa praticada em Manaus é a segunda maior do Brasil. Dermilson destaca no documento que a concessionária não fornece as informações que justifiquem as cobranças abusivas.

“É inadmissível que a referida concessionária se negue a fornecer as planilhas de custos que possam justificar esse valor cobrado pela água captada do Rio Negro e dos poços tubulares. Os valores abusivos, irreais, são praticados livremente inclusive em localidades habitadas por população de baixa renda. Realizamos uma audiência pública com a Manaus Ambiental, onde teve a oportunidade de esclarecer a realidade do fornecimento de água para os mais pobres, mas em momento algum sequer apresentou os custos da operação”, disse Dermilson.

O deputado Dermilson, destaca também que em 2014, 7 mil residências em Manaus tiveram faturas de água canceladas por irregularidade no abastecimento das casas, com devolução do dinheiro de faturas e a obrigação de retirada do nome do consumidor do cadastro nacional de inadimplência pela Agência Reguladora dos Serviços Públicos Concedidos do Amazonas (Arsam).

“Quais são os investimentos dessa empresa, que só aumenta as tarifas? Ela não tem feito nenhum investimento na cidade, desrespeita contrato e não melhora a qualidade da água”.

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