Terça-feira, 12 de Novembro de 2019
POSIÇÃO

Deputados do AM querem que empresário esclareça acusações contra a Seduc

Proprietário da empresa Dantas Transportes disse que paga ‘mensalinho’ a pessoas por conta de um contrato de mais de R$ 40 milhões com a Seduc



ale-am_CE24D26E-F8A6-4C36-AB60-D13CA661BC92.jpg Foto: Reprodução/Internet
28/08/2019 às 11:21

Deputados estaduais defenderam, na manhã desta quarta-feira (28), a convocação do empresário Francisco Luiz Dantas da Silva, proprietário da empresa Dantas Transportes, para prestar esclarecimentos sobre o contrato celebrado com a Secretaria de Estado de Educação (Seduc) para prestação de serviços de transporte escolar no Amazonas. 

“Entendo que o melhor caminho para essa Casa é convidar o empresário e o procurador de Contas (Carlos Alberto) sem que a gente faça disso uma discussão política, sem que se politize isso, porque o que está em discussão aqui são as instituições e a política em si. Cabe ao MPC, MPF, TCE apurar os fatos. Agora, essa acusação do empresário que foi, digamos assim, acolhida e transformada numa representação pelo procurador, nos moldes que foi colocada fica muito ruim para todos nós”, defendeu o deputado estadual Serafim Corrêa (PSB) estendendo a convocação ao procurador de Contas, Carlos Alberto Almeida.



O deputado Álvaro Campelo (PP) também é favorável ao esclarecimento dos fatos apontados pela representação ingressada pelo Ministério Público de Contas (MPC), na última quinta-feira, para que “todos (agentes públicos) não sejam jogados em uma vala comum”.

Deputado de primeiro mandato, Fausto Junior (PV) defendeu que a Casa Legislativa não pode tolerar acusações de corrupção sem fundamentação e provas. “A casa não vai se furtar desse tema. É muito fácil um empresário que tem um contrato que vai encerrar no dia 3 de setembro cair atirando e acusando todos”, pondera.

Inicialmente proposto por um parlamentar, o requerimento de convocação do empresário Dantas teve a adesão e a assinatura dos deputados tornando-se uma proposta coletiva. O requerimento  para ele  prestar esclarecimentos à Comissão de Educação da Assembleia foi aprovado pela maioria dos deputados no início da tarde desta quarta-feira.

Saída

Em uma transmissão ao vivo, o secretário Luiz Castro (Rede) confirmou, na manhã desta quarta-feira, sua saída da Seduc. Ele afirmou que deixa o cargo político para que órgãos competentes e o MPC investiguem as denúncias de desvios de finalidade em licitações da pasta. Além de se defender das acusações, Luiz disse que fora do cargo poderá cuidar melhor da saúde. O político é cardíaco.

Todos os deputados estaduais que ocuparam a tribuna da ALE-AM na manhã desta quarta-feira prestaram solidariedade ao ex-deputado e ex-secretário de educação.

A líder do governo, deputada estadual Joana D’arc (PL) classificou como uma ‘atitude acertada’ o afastamento de Castro. “Têm questões jurídicas e também políticas. Ele precisa se afastar para que a Seduc continue o processo de sindicância e a investigação dos contratos e também cuide da sua saúde”, disse.

Alessandra Campêlo (MDB) endossou o argumento declarando que a permanência de Castro se tornou ‘politicamente insustentável’ na pasta.

Questionada se o Executivo já definiu o novo titular da Seduc, Joana defendeu a escolha de um nome técnico. “Para Seduc tem que ser um nome estritamente técnico. Uma pessoa de pulso firme para saber lidar com os fornecedores e problemas da pasta”, completou afirmando que a decisão não está acertada.

A presidente da Comissão de educação da ALE-AM, deputada Therezinha Ruiz (PSDB) declarou que o ex-secretário Luiz Castro poderá prestar esclarecimentos à Casa Legislativa no seio da comissão, assim que esteja em condições de saúde.

Entenda o caso

No dia 22, o procurador de contas Carlos Alberto Almeida apresentou representação contra Luiz ao Tribunal de Contas do Estado (TCE-AM) por conta de depoimento de Dantas e de outras suspeitas de irregularidades em um contrato. Em depoimento ao procurador de contas, o empresário Francisco Dantas relatou que  paga mensalinho a pessoas (que ele não identifica) por conta de um contrato de mais de R$ 40 milhões com a Seduc.

Apesar do depoimento do empresário não citar e nem apontar de forma direta para alguma responsabilidade de Luiz, o secretário viu no ocorrido o momento certo para encerrar a sua participação no governo Wilson Lima.

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Repórter de A Crítica

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