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Manaus
REPERCUSSÃO

Deputados trocam farpas na ALE-AM após confusão em delegacia de Caapiranga

Parlamentares dedicaram a maior parte do tempo destinado à tribuna, na sessão desta quinta-feira (23), para discutir a cultura da violência e lembrar de tragédias recentes no interior do Estado 23/08/2018 às 20:36
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Foto: Reprodução/Internet
Larissa Cavalcante Manaus (AM)

Um dia após populares tentarem invadir delegacia para linchar uma mulher no município de Caapiranga, a Assembleia Legislativa do Amazonas (ALE-AM) dedicou a maior parte do tempo destinado à tribuna, nesta quinta-feira (23), para discutir a cultura da violência e lembrar de tragédias recentes na segurança pública no interior do Estado.

Na quarta-feira, o programa de televisão Profissão Repórter mostrou que o Amazonas é o Estado com maior número proporcional de mortes por agressão por meio de uso da força física. Reportagem do Portal A Crítica publicada em julho revelou que nos últimos três anos 60 pessoas morreram linchadas no Amazonas.

Para o deputado Sidney Leite (PSD) é inegável o avanço da violência no interior e o quadro de caos que se apresenta o Estado. “O bandido vive tranquilo e a população aterrorizada, presa e trancada. Fazer justiça com as próprias mãos não é o melhor caminho e não é a solução”, disse.

O presidente da ALE-AM,  David Almeida (PSB), apontou como  causa do descontrole na segurança e outros problemas no Amazonas   a corrupção e achaque aos cofres públicos. “A população aplica a autotutela porque os agentes públicos, responsáveis pela administração do dinheiro público não o fazem da forma devida”, declarou o parlamentar que já foi líder do governo José Melo na Casa.

O deputado Cabo Maciel (PR) classificou como verdadeiro campo de guerra o ocorrido em Caapiranga. “Para melhorar tem que abrir concurso público para que o povo do Amazonas tenha seus filhos atendidos e a polícia seja reforçada. O aparelhamento e a tecnologia. Dessa forma qualquer ação nós só vamos continuar enxugando gelo”, argumentou.

O líder do governo, Dermilson Chagas (PP), declarou que a segurança pública é um problema do País e não uma prerrogativa do Amazonas. “Nós tivemos aqui um governo passado com indícios de que fez acordo até com facções para poder ser eleito e hoje os seus apoiadores não retratam esse problema que eles agravaram e criaram essa situação. A oposição vê a segurança pública como palanque para destruir o governo que tem feito muita coisa para melhorar o Estado”, defendeu.

Apologia à violência

Na tribuna, José Ricardo lembrou dos programas de televisão e afirmou que os acontecimentos são reflexo daquilo que é veiculado como se fosse uma necessidade das pessoas, enfrentarem a violência com mais violência. “A cultura da violência é também alimentada pelas redes sociais. Não se vê investigações, resultados e os policiais acabam sendo vítimas também dessa estrutura precária e do descaso. Não dá nem para culpar apenas o atual governador, nós temos uma sequência de governo que não cuida da segurança”, disse.

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