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Desconfiança do povo com a polícia é grande, aponta estudo

Pesquisa nacional que aponta desaprovação da instituição em mais de 70%, engrossando a percepção que os amazonenses têm 09/11/2013 às 18:49
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A comerciante Luzia Pantoja, 47, informou não confiar na polícia porque já soube de situações em que a polícia efetuou a prisão de traficantes e no outro dia os mesmos estavam nas ruas
Adriano Silva Manaus (AM)

Segundo dados do 7º Anuário do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, divulgados na última terça-feira (5), a população brasileira está confiando menos na polícia. O levantamento feito no primeiro semestre do ano mostrou que 70,1% dos brasileiros ouvidos na pesquisa não confiavam na polícia.

Em Manaus, a situação não é diferente e este número foi confirmado em enquete realizada em alguns pontos da cidade. Entre os entrevistados, comerciantes, industriários, cabelereiras, feirantes, encarregados de obras, afirmaram não confiar na polícia que trabalha nas ruas de Manaus e alguns explicaram o motivo da insatisfação.

O industriário Eliézer Siqueira, 23, disse confiar, desconfiando, pois não concorda com a forma de abordagem utilizada por policiais.

“Eu confio desconfiando, pois os policiais são muito mal educados e não sabem fazer abordagem. Certa vez, em uma briga de família, a polícia foi chamada e a primeira viatura a chegar no local, os policiais já desceram agressivos e tentaram algemar o pivô da confusão e não conseguiam. Eles chamaram reforço e, na segunda viatura, desceu um policial com uma outra forma de agir, que conversou educadamente e contornou a situação”, lembrou.

O encarregado de obras, Manuel Valdinaldo Brito, 48, disse que comentou que confia até certo ponto. Disse que quase que diariamente presencia atitudes estranhas da polícia.

“Eu confio até certo ponto, pois estou desempregado e fico aqui no comércio o dia todo, vejo o movimento e sempre percebo viaturas da polícia parando aqui próximo e deixando algumas meninas, ou seja, dando carona. Isso não faz bem para imagem da polícia”, declarou.

A comerciante Luzia Pantoja, 47, informou não confiar na polícia porque já soube de situações em que a polícia efetuou a prisão de traficantes e no outro dia os mesmos estavam nas ruas.

“A polícia recebe a denúncia, vem até o local, pega o traficante e leva embora na viatura. No outro dia o traficante aparece na rua e sai falando pra todo mundo que deu dinheiro aos policiais e foi liberado. Como eu posso confiar na polícia desse jeito, é complicado”, reclamou.

O comerciante Felisberto Batista Nunes, 58, disse ter uma opinião contrária a pesquisa e informou confiar sim na polícia. “Eu confio sim em nossa polícia e das vezes que precisei fui atendido e meu problema foi solucionado. Tinha descido do carro para comprar algo e neste intervalo um cara abordou minha esposa que ficou no veículo e levou a bolsa dela, que, mesmo assustada, anotou a placa da moto. Acionei a polícia e menos de meia hora eles conseguiram prender o ladrão e recuperar a bolsa da minha esposa. Com a criação do Ronda no Bairro eu acredito que melhorou bastante e vejo muitas viaturas e policiais nas ruas”, elogiou Nunes.

A enquete feita na sexta-feira pelo A CRITICA foi realizada no bairro Coroado, Zona Leste da cidade e ouviu dez pessoas.

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