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Manaus
POLICIAIS

‘Desfecho trágico entre amigos’, diz SSP sobre PMs mortos por tenente em Manaus

Secretaria determinou investigação rigorosa do caso. Os dois policiais foram mortos a tiros pelo tenente dentro de uma viatura descaracterizada. Todos voltavam de uma festa e se desentenderam 05/01/2019 às 13:34 - Atualizado em 05/01/2019 às 13:36
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Foto: Arquivo A Crítica
acritica.com

“Pelo apurado até aqui, foi uma discussão seguida de um desfecho trágico entre amigos. As providências legais estão sendo tomadas e o acusado foi flagranteado”, disse o secretário de segurança pública do Amazonas, coronel Louismar Bonates, sobre o caso dos dois policiais militares assassinados a tiros por um tenente na madrugada deste sábado (5), em Manaus. A secretaria determinou investigação rigorosa do caso.

“O secretário determinou ao Comando Geral da Polícia Militar a abertura de um procedimento investigativo para apurar rigorosamente a ocorrência de homicídio e tentativa de homicídio envolvendo policiais militares”, divulgou a SSP em nota.

Os mortos são o sargento Edizandro Santos Louzada, de 40 anos, e o cabo Grasiano Monte Negreiros, 36. O acusado de ser autor dos disparos é o tenente Joselito Pessoa, comandante da 18ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom), que já foi preso em flagrante. Além disso, outras duas pessoas foram baleadas e sobreviveram: o major Lurdenilson Lima de Paula, 40, e um civil, o autônomo Robson Almeida Rodrigues, 25.

Segundo a polícia, tudo aconteceu na rua Monte Horebe, no bairro Colônia Santo Antônio, Zona Norte da capital. Todos os envolvidos, vítimas e suspeito, estavam juntos, reunidos dentro de uma viatura descaracterizada da 18ª Cicom, modelo Voyage – mesmo estando fora do horário de serviço, e retornando de uma comemoração, por volta das 2h de hoje.

A viatura descaracterizada estava sendo conduzida pelo cabo Grasiano e todos seriam levados para casa, quando, em certo momento, houve um desentendimento entre eles. Bebidas alcoólicas foram encontradas dentro do veículo.

Durante a briga, de acordo com a polícia, o tenente Joselito efetuou um disparo na nuca do cabo Graziano, que perdeu o controle do veículo e acabou capotando. O sargento Edizandro foi atingido com um tiro na cabeça e ainda chegou a ser socorrido no Serviço de Pronto Atendimento (SPA) Eliameme Mady, mas não resistiu.

O major Lurdenilson, que sobreviveu, foi baleado no ombro esquerdo e a bala ficou alojada no lado direito do corpo. Conforme informações preliminares, ele foi atendido no Hospital e Pronto Socorro Delphina Aziz e seria transferido na manhã de hoje para um hospital particular ainda não confirmado. Segundo a direção do hospital, o major teve a coluna vertebral atingida e corre o risco de ficar paraplégico.

Já o civil Robson, que era funcionário do cabo Grasiano, teve a mão estourada por um projétil calibre ponto 40, arma usada pelo tenente. Ele foi hospitalizado e está internado no Hospital e Pronto Socorro João Lucio.

Preso em flagrante

Joselito foi preso em flagrante por policiais da Força Tática que patrulhavam a área no momento do crime. Ao ser preso, ele alegou que as vítimas foram baleadas por ocupantes de um veículo prata que atacaram o Voyage dos policiais militares, versão contestada pelo major. Os PMs da Força Tática que prenderam o tenente Joselito também relataram que não observaram na lataria do carro Voyage perfurações de tiro externo.

Após ser preso, o tenente suspeito do duplo homicídio foi levado ao 6° Distrito Integrado de Policia (DIP), onde foi apresentado. Depois ele passou por exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML) e por exame de resíduos de pólvora nas mãos, cujo resultado não tem prazo.

Hoje de manhã, ele foi conduzido para ser ouvido na sede da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), que investiga o caso, e, depois, foi levado para a sede do Batalhão de Choque situado na rodovia BR-174, onde permanecerá à disposição das autoridades. O tenente vai responder pelos crimes de duplo homicídio e tentativa de homicídio e será encaminhado para audiência de custódia.

Nota da PM

Em nota, a Polícia Militar lamentou a tragédia e se solidarizou com os familiares e amigos. “Todo o apoio psicossocial está sendo prestado pela Diretoria de Promoção Social da PM às famílias das vítimas, com atendimento médico e psicológico aos familiares e o apoio funerário”, disse o órgão.

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