Quinta-feira, 18 de Abril de 2019
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AGENDAMENTO DE CASTRAÇÃO

Desinformação na hora de agendar castração provoca revolta de donos de pet’s

Para marcar o procedimento, muitos passaram a madruga na fila, mas o CCZ decidiu só atender por telefone e não avisou ninguém


28/08/2017 às 21:55

A decisão da Prefeitura de Manaus de realizar o agendamento de castração de animais somente por telefone pegou de surpresa muitos donos que foram ao Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), na Compensa, e na Unidade Móvel, na Cidade Nova, ontem. Eles reclamaram porque não foram avisados e se revoltaram após passar a madrugada nas filas. 

A confusão ocorreu oito dias após a prefeitura divulgar que também faria o agendamento das castrações, que era feito somente de forma presencial nas unidades do CCZ, por telefone a partir do dia 30 deste mês. No entanto, o órgão voltou atrás e decidiu que fará a marcação exclusivamente por meio do “Disque Saúde”.

Na Unidade Móvel, localizada na Escola Municipal Sulamita Escola Municipal Professora Sulamita Pereira Gonçalves,  na avenida Timbiras, Zona Norte da cidade, cerca de 150 pessoas que enfrentaram a madrugada na fila para tentar agendar castração de seus animais ficaram revoltados quando souberam que não haveria agendamento e que a marcação seria feita exclusivamente por telefone. 

O estudante Ezequiel Gomes Carvalho, 21, contou que chegou ao local durante a madrugada, correndo risco de ser assaltado, para tentar agendar a castração do animal de estimação. “Fomos tratados com total desrespeito. Nós chegamos aqui de madrugada e eles avisam hoje de manhã que o agendamento agora é só por telefone. Como assim?”, disse. 
Segundo os donos de animais que madrugaram no local, a fila começou a se formar às 20h do último domingo. 

O torneiro mecânico José Alves, disse que quando chegou à unidade mais de 12 pessoas já estavam na fila. “Esse terreno aqui é escuro, é perigoso, mas mesmo assim a gente veio. Tivemos que pular o muro para conseguir entrar porque estava tudo fechado. Somos muito humilhados pelos funcionários desse órgão. Nós queremos apenas castrar nossos animais e ajudar a cidade com essa atitude”, disse. 

Aproximadamente 120 pessoas também foram  surpreendidas na sede do CCZ, na Zona Oeste da cidade, na manhã de ontem. Segundo a universitária Letícia Arebal, 20, os donos de animais ficaram revoltados com a falta de informação. “Não tinha nenhum cartaz falando que o agendamento seria apenas por telefone; foi isso que gerou revolta nas pessoas. Fiquei com medo porque estavam todos muito irados”, relatou Letícia, que foi até o CCZ levar o gato da família para ser castrado.

Marcação  apenas pelo ‘Disque Saúde’

 A  Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), responsável pelo CCZ,  informou em nota que todas as pessoas que estavam na fila ontem  foram atendidas e tiveram os procedimentos marcados (castração, microchipagem etc). A secretaria também confirmou que a partir do dia 30 deste mês o agendamento será feito exclusivamente pelo número 0800 280 8280.  No entanto,  os donos de animais que foram às unidades em busca de atendimento para seus animais ontem não tinham certeza se serão atendidos. Segundo eles, não foram  infomados dias nem prazos de quando as castrações serão realizadas. “Na verdade eles fizeram um cadastro. Em nenhum momento disseram o dia e a hora que nossos animais serão atendidos. Então, até agora fomos enganados”, disse Ezequiel Carvalho. 

Pularam o muro e presenciaram arrastão

A aposentada Maria José, 72, foi uma das pessoas que se sentiram humilhadas quando buscaram  atendimento para seus animais na manhã de ontem na Unidade Móvel do CCZ localizada na Cidade Nova. Maria José, contou que precisou pular o muro da escola para fugir de assaltantes e conseguir ficar na fila. Ela chegou ao local às 3h da madrugada. “Estavam todos pulando (o muro da escola). Se eu não desse um jeito de pular, com certeza não conseguiria ficha. Nunca pensei que aos 72 anos passaria pela humilhação de pular um muro”, disse. 

Os donos de animais relataram que precisaram pular o muro da Escola Municipal Professora Sulamita Pereira Gonçalves porque a Unidade Móvel estava no estacionamento da escola e o portão estava trancado. 

O torneiro mecânico José Alves, 37, contou que se não pulassem o muro seriam vítimas de assaltantes que fizeram dois arrastões na madrugada de ontem na frente da escola. “Nós vimos tudo aqui de dentro, ficamos calados  para eles não perceberem.Isso porque se percebessem iam roubar a  gente também.  Ficamos de mão atadas”, disse.

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