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Manaus
TAPA BURACOS?

Desníveis em asfalto incomodam passageiros de carros e ônibus em Manaus

Tentando resolver o problema dos buracos na capital, a Prefeitura de Manaus cria outro quando deixa as pistas cheias dos "remendos" feitos às pressas 19/02/2018 às 08:03
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A Avenida Margarita, localizada no Monte das Oliveiras, também apresenta ondulações (Fotos: Jair Araújo)
Silane Souza Manaus (AM)

Dor de cabeça, enjoos são apenas alguns dos desconfortos que as pessoas, sobretudo grávidas e idosas, têm ao circular dentro de carros e ônibus pelas ruas de Manaus. Isso porque, ao tentar resolver o problema dos buracos, a prefeitura cria outro quando deixa as pistas cheias de desníveis no asfalto causados pelos “remendos” feitos às pressas.

A CRÍTICA percorreu várias zonas da cidade e constatou que o problema é observado em todas elas. Na maioria dos casos, os “mondrongos”, como são chamados os desníveis, estão nas ruas principais dos bairros. É o que acontece na rua Guruti, que corta vários bairros na Zona Centro-Oeste. As irregularidades são encontradas do começo ao fim da pista.

O industriário Clemilton Silva de Paula, 33, disse que há vários anos a pista é desse jeito e dificulta a trafegabilidade pelo local. “O carro chora - com a suspensão e amortecedor - e é desconfortável para a gente andar todo tempo se sacolejando”, afirmou destacando que a rua é esquecida. Há muito tempo não é recapeada.

Problema parecido, numa das principais via do Núcleo 4 do bairro Cidade Nova, Zona Norte, a rua 72, deixa a aposentada Abigail Correa Ramos, 77, mal. “Chego com dor de cabeça em casa de tanto ficar se balançando dentro do carro. E pensar que a gente paga todos os impostos e não tem nenhuma melhoria”, pontua.

A dona de casa Ana Lúcia dos Santos, 42, também fica ruim aos trafegar de carro ou ônibus pelas vias da cidade, se for a avenida Margarita, no Monte das Oliveiras, Zona Norte, pior então. Grávida de quase nove meses, ela diz que sente muito enjoo. “Ando segurando bem forte para não me mexer tanto porque a barriga dói. É uma tristeza”.

A caixa Ana Maria Porto de Miranda, 20, grávida de seis meses, enfrenta a mesma situação e diz que o problema dos “mondrongos” é uma realidade que passa despercebida, contudo, é tão ruim quanto os buracos. “Não é bom para ninguém andar se sacolejando. Dentro do ônibus, o problema é pior ainda”, apontou.

Quem também sofre bastante com as irregularidades da pista são os pacientes que precisam do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu 192) e SOS Vida. Os condutores das ambulâncias dizem que fazem de tudo, mas as ondulações são piores que os buracos. “Elas fazem o carro se balançar mais e onde o paciente fica o impacto é maior do que onde ficamos. Ouvimos muitas reclamações e xingamentos dos acompanhantes por isso”, disse o motorista do SOS Vida Mário Gonzales, 59.

Plano de Inverno

As obras de recapeamento que integram o “Plano de Inverno” deste ano da prefeitura já contemplam 9,3 quilômetros de recuperação asfáltica em andamento. O projeto irá recuperar 19 quilômetros de vias em todas as zonas da capital. A Seminf informou que as vias citadas na reportagem serão contempladas no cronograma de obras da secretaria, conforme o andamento dos serviços.

Seminf aplica novo asfalto

A Seminf destacou que atuou na Zona Sul na retirada do asfalto velho para aplicação de nova e espessa camada asfáltica nas avenidas Codajás, Duque de Caxias, e rua José Florêncio. Na sequência dos serviços, a rua Visconde de Porto Alegre receberá nova camada asfáltica nos seus 1,8 mil metros de extensão.  As ruas Visconde de Sinimbú, Conde Sergimirim e rua Juruna, no bairro Flores, também receberam o serviço.

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