Quarta-feira, 24 de Abril de 2019
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Manaus

Desperdício: caixa d’água na Cidade Nova transborda o dia inteiro há mais de 9 meses

Água deveria abastecer casas do conjunto Ribeiro Júnior, mas moradores vivem na seca


11/12/2013 às 10:40

O desperdício em uma caixa d’água que transborda 24 horas por dia, no conjunto Ribeiro Junior, na Cidade Nova 1, Zona Norte, continua nove meses depois de A CRÍTICA mostrar a denúncia feita por moradores. O mais grave é que, enquanto a água escorre como uma cachoeira, os moradores da rua A, onde está localizada a caixa d’água, ficam com as torneiras de casa secas.

O abastecimento só é normalizado nas residências depois que a bomba que leva água para o reservatório é desligada manualmente por um funcionário da concessionária Manaus Ambiental, empresa responsável pelo serviço. O procedimento é realizado no segundo ou terceiro dia depois que os moradores acionam, via telefone, o serviço de atendimento da empresa.

Na última semana o transbordamento durou três dias. Os moradores tiveram que improvisar colocando baldes na calçada na tentativa de coletar a água de escorria pela rua até chegar a rede de esgoto. São milhares de litros de água perdidos semanalmente.

“Moro há 23 anos no conjunto Ribeiro Junior e esse problema existe desde quando construíram a caixa d’água. É muito contraditório morar ao lado da caixa d’água que ficam derramando água o dia e noite toda sem ter água na torneira”, disse a aposentada Raimunda Gonçalves, 68.

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Os moradores informaram que o transbordamento ocorre porque há um problema na bomba d’água. Segundo eles, a bomba não tem um dispositivo para desligá-la automaticamente quando atinge o nível máximo.

A CRÍTICA mostrou, ao longo desta semana, o desperdício de energia elétrica em espaços públicos de Manaus. Praças, campos de futebol, viadutos e até a Ponta Negra ficam com a iluminação ligada 24 h por dia. O problema no conjunto Ribeiro revela outro tipo de desperdício que deixa claro a falta de cuidado pelas empresas responsáveis.

Pelos menos 60 moradores da rua A e adjacência são prejudicados com a falta de água durante o transbordamento. Apesar da fatura com o consumo de água chegar mensalmente sem falhas, os moradores afirmam que ficam sem o bem para qualquer necessidade básica como tomar banho, lavar, cozinhar e beber.

Na mesma rua da caixa d’água existe uma Unidade Básica de Saúde (UBS) e o comércio da família da professora Adriana Pessoa, 30. “Parece mentira, mas falta água nas casas sendo que do outro lado da rua a água que deveria abastecer as residências é jogada fora”, destacou.

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