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Destino de ex-policial 'Moa' em julgamento 12 anos após crime que chocou Manaus

O réu do caso que ficou conhecido como “Bar Balão” é o ex-policial Moacir Jorge da Costa, o “Moa”, que está na cadeia desde 2008. Julgamento será em outubro deste ano 30/07/2015 às 11:08
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Moa é o suspeito mais famoso do caso que envolveu morte, vingança e um erro que tirou a vida de um inocente no Coroado
Joana Queiroz Manaus (AM)

O crime que ficou conhecido como o “Bar Balão”, na rua Ouro Preto, Coroado, Zona Leste, vai ser julgado pela primeira vez depois de 12 anos do ocorrido. Até o momento, dois dos criminosos já foram mortos. O réu do caso é o ex-policial Moacir Jorge da Costa, o “Moa”, que está na cadeia desde 2008. A vítima é o funcionário público municipal Gean Oliveira da Silva que, de acordo com as investigações da polícia, foi assassinado por engano quando o alvo de Moa era o ex-policial José Benedito Aparecido da Silva, o “Soldado Bené”, que nem estava no local na hora do crime.

O julgamento de Moa será o 22º da pauta de julgamento da 1ª Vara do Tribunal do Júri e está marcado para acontecer no dia 18 de outubro deste ano. A sessão será presidida pela juíza Mirza Telma de Oliveira. Na acusação o promotor Lauro Tavares da Silva; e a defesa do réu será feita pelo defensor público Antônio Ederval Filho.

O crime

No dia 13 de outubro de 2003, o “crime do bar do Balão” teve grande repercussão devido a vítima ser um jovem, filho de um secretário municipal e por ter sido morto por engano. De acordo com os autos, os autores do crime são: Luis João Macedo de Souza, o “Pulga”, o ex-policial Juarez José dos Santos Medeiros, além de Moa.

Ainda de acordo com os autos, o assassinato teria sido encomendado pelo ex-traficante de droga Ezequiel Melo, o “Keia”. No dia do crime, Juarez e Pulga perguntaram se o soldado Bené queria tomar uma cerveja. Eles chegaram a dar dinheiro para ele, mas mandaram que ele fosse para o bar do Balão que mais tarde passariam por lá.

Desconfiado de que seria uma “arapuca”, o soldado Bené pegou o dinheiro e foi beber no bar do “Gordo” no mesmo bairro. Não demorou muito tempo, Pulga e Bené chegaram ao bar do Balão onde Gean e um tio bebiam cerveja e jogavam sinuca, e já foram atirando.

Segunda vez no banco dos réus

Essa é a segunda vez que Moa senta no banco dos réus nesse ano. Em maio ele foi julgado e condenado a cumprir 12 anos de prisão pela morte do traficante Cleomir Pereira Bernardino, o “Caçula”, executado com 17 tiros de pistola calibre 380 em janeiro de 2007, em frente à casa onde morava, na rua Ambrósio Aires (antiga rua da Cachoeira), no São Jorge, Zona Oeste.

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