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Detenta é assassinada em princípio de tumulto no Compaj

A confusão aconteceu na madrugada deste sábado (8) a detenta Rosineide Siqueira Moraes, 34 era considerada X-9 pelas companheiras. De acordo com o guarda do policial militar, cabo Ribeiro Júnior, da guarda do presido, a vítima levou três estocadas e ainda foi enforcada 09/03/2013 às 12:10
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O tumulto, fez com que os responsáveis pela segurança pública do Estado suspendessem o direito de receber visitas das internas
Náferson Cruz Manaus

A interna Rosineide Siqueira Moraes, 34, uma das líderes entre as detentas da ala feminina do Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), localizado no Km 8 da BR-174, em Manaus, foi encontrada morta na madruga de sábado, por volta das 2h.

De acordo com o guarda do policial militar, cabo Ribeiro Júnior, da guarda do presídio, a vítima levou três estocadas no abdômen e ainda foi enforcada. Batalhão de Choque da PM, que já se encontrava em supervisão no local, isolou a área do crime até a chegada do Instituto Médico Legal. O crime foi motivado por uma discussão e uma retaliação cometida por cinco colegas de cela da vítima, que a consideravam uma ‘X9’, gíria que designa um delator.

As suspeitas de terem praticado o crime, Alcilene Nacimento Gomes, 33, Ana Cláudia Daves Lobo, 23, Jackeline Teixeira Gomes, 27, Hellen Cristina Pinheiro e Cristiane Gonçalves, foram conduzidas por uma viatura da Ronda Ostensiva Cândido Mariano (Rocam) ao 18º Distrito Integrado de Polícia (DIP), localizado no bairro Novo Israel, na Zona Norte.

A PM ainda informou que o crime ocorreu dentro da própria cela em que as presas eram mantidas. O comandante da Polícia Militar, coronel Moisés Cardoso, informou que toda a situação foi controlada ainda na madrugada. Na sequência, por volta das 7h30, a polícia montou barreiras isolando o Compaj, Instituto Penal Antônio Trindade (Ipat) e Centro Provisório de Detenção (CPD) e proibiu as visistas de familiares dos detentos por tempo indeterminado.

A informação pegou de surpresa os familiares dos presidiários que chegavam a todo instante e se aglomeravam na entrada da estrada que dá acesso as unidades prisionais.

Indignada com a situação, a comerciante Bárbara Bastos, 26, mulher de um dos detentos disse que a tendência é que a situação nos presídios piore nos próximos dias em razão da transferências dos presidiários José Roberto Fernandes Barbosa, o “Zé Roberto da Compensa” e Cleomar Ribeiro de Freitas, o “Copinho” líderes de uma das principais articulações criminosas do Estado, que foram transferidos na quinta-feira para presídios federais por determinação da Justiça Federal.

“Agora os presídios vão ficar descontrolados porque eram eles (Zé Roberto e Copinho) que mantinham o controle para evitar rebeliões”, disse Bárbara Bastos.

Rebeliões

Desde o início do ano seis rebeliões foram registrados nas unidades prisionais em Manaus. A última delas ocorreu no dia 27 no Instituto Penal Antônio Trindade (Ipat). Os rebelados destruíram grades das celas, queimaram colchões e lençóis, mas não fizeram nenhum refém. Eles ainda tentaram resistir à ação da polícia jogando pedras.

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