Quarta-feira, 19 de Fevereiro de 2020
DESTAQUE NA TELINHA

'Deus me defenda e me livre', diz Sikera Jr. sobre se tornar político

Em entrevista, o showman conta a decisão de vir para Manaus, do sucesso na cidade e da trajetória vitoriosa no segmento da comunicação e revela a expectativa para a estreia em rede nacional



sikera_96C534C8-EC4D-484F-A499-DD6917E15725.jpg Foto: Junio Matos
16/01/2020 às 09:53

Natural de Palmares, no estado de Pernambuco, o apresentador de Sikera Jr. estreia na grade nacional televisiva a partir do dia 28 de janeiro. O programa Alerta Amazonas, líder de audiência da TV A Crítica no horário nobre, será transmitido de Manaus para todo o Brasil por meio da RedeTV.

O programa passa a contar com uma hora e meia de notícias de todo o Brasil. Iniciando às 17h, em Manaus - 18h de Brasília -, o Alerta terá a sua programação até as 18h30 (Manaus) com os principais acontecimentos nacionais - incluindo fatos do Amazonas de interesse nacional - e segue até as 20h com conteúdo local. A diretora de programação e conteúdo da TV A Crítica, Gisele São Thiago informou que o programa terá um novo nome que está em fase de definição.



Em entrevista ao A CRÍTICA, o apresentador do Alerta Amazonas, Sikera Jr. comentou a ansiedade para estreia em rede nacional, a trajetória no jornalismo, a interação com os fãs e negou a existência de pretensões políticas.

Qual a expectativa para a  estreia?

Estou é com medo. Não quero pensar nisso agora. Vou deixar pra me aquecer depois do dia 10 e vê o que acontece. Se eu antecipar isso, sofro de medo. A cobrança é muito grande, pois estão depositando muita confiança em mim. Eu já disse que uma briga regional é uma coisa e nacional é outra. É a vontade de alguns da internet, mas não é brincadeira e não estou doido. Se a gente bater o Bacci (Luiz) ou o Datena é prêmio para nós. Já vai ser muito legal.

Já está prevista alguma mudança no programa ou na sua preparação?

Acho que não. As afiliadas vão mandar as matérias para cá, recebo a cabeça e como sempre não assisto as matérias que vão para o ar. Gosto de vê na hora assim como todo mundo. Se eu assistir antes, fica mentiroso e falsa (a notícia) contando para você. A reação é toda ao vivo.

Por que você escolheu o jornalismo?

Eu não escolhi e nem estudei. Ganhei o título do Ministério do Trabalho quando na época era radialista e todo mundo estava migrando. Não me considero (jornalista). Sou espalhador de informação, boa ou ruim. Nunca imaginei trabalhar na frente das câmeras. Sempre imaginei lá atrás porque adoro LED e trabalho com iluminação desde 1988. Comecei no rádio com 14 anos porque queria sair do trabalho agrícola. Minha família veio toda da cana-de-açúcar e como fui reprovado sete vezes na sétima série e minha mãe, como castigo, me colocou no colégio agrícola que, para algumas mães, era como se fosse uma penitenciária agrícola. Em 1982, inaugurou a primeira rádio de Palmares e tive muita sorte. Ligava pra rádio direto e um dia o diretor me convidou para fazer um teste como locutor. Comecei, fui ficando e estou até hoje, já são de mais de 30 anos no rádio e vou fazer 20 só de TV.

Quando e por que adotou o estilo atual de jornalismo?

Não teve nada programado. Não há roteiro. Eu vou pro ar, mas não sei o que vai acontecer no programa. Provavelmente, deve ter matéria de assalto porque se tornou comum, mas fora isso não sei. Improviso muito para encobrir os meus erros. Algumas pessoas percebem e a maioria não, porque erro lendo. É um programa que na hora em que ele for muito correto perde a audiência. O padrão dos anos 1990 ou começo dos anos 2000 não funciona mais.

Como responde às críticas de que faz sensacionalismo?

Eu não respondo. Imagino: a pessoa está puta porque sabe que não sou jornalista de formação e ele tem razão. Na maioria das vezes, ele está desempregado. Eu não estudei e estou ocupando o lugar de alguém. Eu não tinha (como estudar). Se a gente for dar ouvido para às críticas hoje todo mundo tem um smartphone na mão. Quando eu não gosto, bloqueio. O que você está fazendo aqui no meu Instagram se não gosta? Pra mim é igual a TV por assinatura só assiste quem paga e gosta.

Qual a  sua relação com o público? Gosta das selfies?

Eu gosto de ser reconhecido. Me sinto muito bem. É consequência do trabalho. Onde a gente chega dá um certo trabalho. Quem anda comigo, não gosta porque sabe que o almoço é um evento e jantar é outro. Shopping já não vou mais. Aeroporto é um problema. Com esse desafio do programa, resolvemos dar uma parada nos stand up. Demora mais as fotos que o próprio show. Eu atendo com muito prazer e faço questão. Se a gente se propôs a ser artista tem que aceitar as consequências. (As fotos) É uma forma de agradecimento a eles que pagaram ingresso e mesmo quem nem pagou vamos atender todo mundo.

Quem gerencia suas redes sociais? É você mesmo que interage com os seguidores?

Eu mesmo. Quando estou puto, respondo. A única coisa que não gerencio são os comerciais. Eu não sou blogueiro. Não me vejo fazendo isso, não sei até quando. Mas temos um agência que cuida da gente e do anunciante que tem interesse. (Tem coisas) que não vejo agregar a minha imagem. Me dou esse direito de não noticiar qualquer coisa pela  idade que tenho e pelo nomezinho que construí.

A que você atribui o sucesso como ‘vendedor’?

O diferencial é a forma de vender. O natural ele ganha, vence.

Você é muito querido pelo público. Quais os cuidados que adota em termos de segurança?

A blindagem de carros, morar em condomínio fechado onde a casa seja a mais distante da entrada. Eu e minha mulher temos treinamento de tiro e toda a minha equipe é preparada. Eu já não frequento muitos lugares por causa do meu trabalho e adoro ficar em casa. Hoje ninguém está seguro e são apenas algumas precauções.

Você tem pretensões políticas? Já pensou em ser candidato nas eleições 2020? Qual cargo?

Deus me defenda e me livre. Não penso em me candidatar nem pra síndico. Esse convite me fazem há mais de 15 anos para prefeito de Maceió e no interior de Alagoas, vereador, deputado estadual, federal e senador por Alagoas. Não dá pra mim, não gosto, não quero e não aceito. Eu não abraço quem não gosto, não sorrio e não sou obrigado a viver em reunião. Não saio beijando quem não quero e não gosto só para causar audiência para o programa ou pedir votos. É feio demais e isso nem combina comigo.

Onde você vota? Já transferiu seu título de eleitor?

Em Maceió. Não transferi e nem vou porque continuo na moral de não me filiar a partido em lugar algum e nem votar aqui. Voto em Maceió. Assim não fico inimigo de ninguém e não prometo votar em tal candidato. Agora sou o eterno locutor de campanhas. Quer contratar os meus serviços, subo no palanque e vou como artista para ganhar o meu trocado.

Por que resolveu trocar o nordeste pelo Amazonas?

Dinheiro.

Como você recebeu a proposta para apresentar o Alerta Amazonas? Em algum momento pensou em recusar o convite?

Precisava de uma proposta, sabia da necessidade de gente nova e estava querendo sair da Paraíba. Eu vinha com sérios problemas com o governo da Paraíba. Provei que o meu nome está limpo, mas sofremos muito eu e minha família durante um ano e quatro meses. Numa sexta-feira, o Dissica ligou para o Wallacy (assessor), que insistiu que eu atendesse, ele fez a proposta para conhecer Manaus e iniciou o ‘namoro’. Ele mandou passagem e a gente veio. É para ser tudo no segredo. Mas fomos almoçar num restaurante e a proprietária tirou uma foto que começou a circular e com isso o burburinho. Por contrato, não podíamos falar e tanto que ficamos escondidos no hotel durante 15 dias e ninguém sabia. Assim que assinamos o contrato, iniciou a mudança.  

Nos cinco meses que já está em Manaus, o que mais gostou e menos gosta na cidade?

Tudo aqui é bom. Estou em um momento muito bom na minha vida que é o meu filho de dois anos. Tenho 4 filhos, dois casais, e eu não tinha tanto tempo para ficar com eles. Topei a proposta da Rede TV! porque não precisava sair daqui, já tinha comprado minha casa e comecei a reformar. Quem reclama daqui é porque não conhece. Já fomos nadar com os botos, na comunidade indígena, no flutuante almoçar e o zoológico daqui é muito bem cuidado pelo exército. A cidade tem tanta coisa boa.

Perfil

Nome: José Siqueira Barros Júnior

Idade: 53 anos

Experiência: Radialista, jornalista, humorista e apresentador de programas televisivos. Aos 14 anos começou a carreira na Rádio Cultura dos Palmares. Irá completar 20 anos de atuação na televisão brasileira, tendo passado por diversas emissoras do nordeste do país, e desde julho de 2019 apresenta o programa ‘ Alerta Amazonas’.

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