Quinta-feira, 19 de Setembro de 2019
Manaus

Dezoito casos de tráfico de pessoas são registrados no Amazonas em dois meses

Os dados foram divulgados pela coordenadora do Departamento de Direitos Humanos da Sejus, Michele Custódio, na tarde desta quarta-feira (6), durante audiência pública na Câmara Municipal de Manaus (CMM)



1.jpg A audiência sobre tráfico de pessoas ocorreu na manhã desta quarta-feira na CMM
06/03/2013 às 18:16

Somente nos dois primeiros meses deste ano, a Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos (Sejus) registrou 18 casos configurados como tráfico de pessoas no Estado, a maioria em Manaus e envolvendo mulheres para fins de exploração sexual.

Os dados foram divulgados pela coordenadora do Departamento de Direitos Humanos da Sejus, Michele Custódio, na tarde desta quarta-feira (6), durante audiência pública na Câmara Municipal de Manaus (CMM), para discutir o tema, coordenada pela vereadora professora Jacqueline (PPS).

O tema foi escolhido para alertar as famílias que podem estar passando pelo problema, mas não despertaram que o parente pode estar sendo vítima do tráfico, explicou a vereadora.

De acordo com a Sejus, desde 2011 até fevereiro deste ano, ao todo, foram 66 casos de tráfico de pessoas registrados pelo departamento. Do total, foram 33 casos somente no ano passado.

Segundo Michele Custódio, a maioria dos casos identificados como tráfico de pessoas, está relacionada à exploração sexual de mulheres.  “Há casos em que as mulheres sabem que vão se prostituir, mas não imaginam que vão ficar sob regime de escravidão, registramos também casos de promessas de uma carreira de modelo e também promessas de casamento”, disse.

A presidente da Comissão de Defesa e Proteção dos Direitos da Mulher da CMM, vereadora professora Jacqueline (PPS), informou que além do Disque 100, do governo federal, as denúncias podem ser feitas em qualquer delegacia de Manaus e do interior.

Testemunho
 Durante a audiência os participantes destacaram os casos de tráfico entre cidades, chamado de tráfico interno, principalmente os casos envolvendo meninas do interior que são trazidas para Manaus. O testemunho de uma jovem vítima do tráfico interno com apenas 8 anos, trazida da comunidade da Ilha da Paciência, área rural de Iranduba, para Manaus, chamou a atenção, ontem, dos participantes da Audiência Pública.

O depoimento consta no livro “Tráfico de Mulheres na Amazônia” e foi divulgado pela autora Márcia Oliveira. A jovem, atualmente, com 18 anos, contou que veio trazida por um casal de conhecidos dos pais dela para Manaus, onde além de cuidar dos serviços domésticos da casa, foi explorada sexualmente pelo homem ‘chefe’ da casa. A jovem conta que foi explorada sexualmente dos 8 aos 15 anos pelo pai e pelo filho da casa onde morava. Durante o período fez 5 abortos, com a concordância da esposa e mãe dos exploradores.

Com informações da assessoria.


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