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Manaus
GENTILEZA

Dia Mundial da Gentileza traz exemplos que fazem a diferença na vida das pessoas

Conheça quatro histórias sobre o poder desses pequenos gestos no dia a dia, que vão na contramão de um mundo cada vez mais hostil e violento 13/11/2018 às 09:45 - Atualizado em 13/11/2018 às 09:47
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O diarista Jackson Pantoja abrindo a porta do táxi para sua namorada, Tifany Nóbrega (Foto: Jair Araújo)
Paulo André Nunes Manaus (AM)

Puxar uma cadeira para alguém sentar, abrir uma porta e dar a vez da entrada ou dizer bom dia, obrigado e boa noite. Esses atos nos lembram gentileza, uma qualidade ou caráter de quem é gentil. E hoje, Dia Mundial da Gentileza, vários exemplos mostram que essa prática continua na moda e indo na contramão de um mundo cada vez mais hostil e violento.

A máxima “gentileza gera gentileza” é muito bem utilizada com os amigos Maria do Carmo Silva, 79, que é aposentada, e João Silva Araújo, 46, pintor. Ele ajuda a septuagenária, que usa bengala, a ir ao banco no Centro da cidade. E tudo com o devido cuidado: segurando Maria do Carmo pelo braço e andando mansamente, respeitando o ritmo da idosa. Ontem, por exemplo, ele foi da Compensa, onde mora, buscá-la na rua Lima Bacury, Centro, onde a aposentada reside. 


A aposentada Maria do Carmo e seu fiel escudeiro, o pintor João Araújo (Foto: Jair Araújo)

“Ele trabalhava em um prédio onde eu morei e, como me mudei para a Lima Bacury, qualquer coisa que eu preciso eu chamo o João. Ele foi me buscar em casa, fomos de táxi ao Centro, e vai ao banco comigo. E depois vai me levar novamente para minha residência, pois preciso saltar do carro com uma pessoa me apoiando. Se eu precisar de consertar um ventilador, uma geladeira ou ar-condicionado, ele faz, pois é uma pessoa de confiança”, declara a ex-secretária executiva de uma multinacional em Recife (PE).

“Essa gentileza dele para comigo é como uma dádiva de Deus, porque ele é gentil, tem paciência, vai onde queremos e tenho muita consideração com ele, muito apreço, uma pessoa boa e caridosa”, descreve Maria do Carmo.

Para o pintor João, o ato traz felicidade, “por ajudar não apenas a dona Maria, mas a outras pessoas idosas como ela, que às vezes preferem me chamar do que ao filhos, que não têm aquela paciência toda com eles”. 

Cadeira e água


Edson faz questão de puxar a cadeira para a sua namorada, Lucileide, sentar (Foto: Jair Araújo)

Outra ação nobre, distinta e amável faz questão de mostrar o autônomo Edson Bentes Pereira, 26 ,com sua namorada, a estudante Lucileide Souza dos Santos, 20: puxar a cadeira para ela sentar quando ambos vão à mesa.

“Gentileza, pra mim, é tratar bem como eu gostaria de ser tratado. Eu costumo ser bem romântico com ela”, diz ele, morador do bairro João Paulo, Zona Norte. Para ela, gentileza vai de pequenas demonstrações como “pegar um copo de água para a pessoa, dar bom dia, etc”. 

Edson diz ser comum que ele lave os pratos dela. Ontem, eles trocaram presentes. “Gentileza gera gentileza, com certeza. Os livros de psicologia mostram que se cria uma reação de devolução”,  diz Edson Bentes.

Porta de táxi

Abrir a porta de um táxi não é considerado démodé (em desuso) para o diarista Jackson Pantoja, 18, que faz questão de fazer a gentileza para a sua namorada Tifany Nóbrega, 18. “Abrir a porta não deixa de ser romântico. Ganho pontos com ela. A gentileza vem da educação de cada um, das simples coisas como um bom dia, obrigado, com licença”, frisa o jovem, olhando para a amada, tímida e pouco afeita a falar.

Retribuição

Demonstrações gentis são recíprocas e comuns na vida do casal Izaildo dos Santos Rodrigues, 48, e Carla da Silva Branco, 32. Ontem, no Centro da cidade, ela empunhava uma sombrinha para proteger o marido, que naquele momento estava adoentado e não poderia ficar muito tempo exposto ao Sol. “Esse é um ato simples, mas é uma gentileza que faço para ele, que é uma pessoa amada. Para nós isso é comum”, diz Carla.


Carla segurou a sombrinha para proteger o marido, Izaildo, do Sol, ontem (Foto: Jair Araújo)

“Embora raro, aqui e acolá encontramos pessoas com esses bons costumes. Mas pouco a pouco isso vai se perdendo. Graças a Deus, tenho a companhia de uma pessoa que traz essa coisa boa. E eu procuro retribuir abrindo a porta do carro, dando oportunidades pra pessoa sair ou entrar em um local primeiro. São coisas que a gente não aprende na escola, e sim no convívio, uma educação que trazemos da cultura familiar. Temos que fazer a nossa parte”,  afirma.

Que neste dia possamos refletir sobre letras como a canção “Gentileza”, de Marisa Monte: “Nós que passamos apressados / Pelas ruas da cidade / Merecemos ler as letras / E as palavras de gentileza”.

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