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Dia Mundial da Psoríase será de orientação em unidades de saúde

Dia mundial em alusão à doença servirá, também, para disseminar informações e combater o ‘bullying’ sofrido pelos pacientes 28/10/2015 às 15:15
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Segundo Helder Cavalcante, a doença se caracteriza por lesões avermelhadas e descamativas que aparecem na pele
acritica.com ---

Com incidência em 2% da população brasileira, a psoríase é uma doença inflamatória de pele, cujos portadores, muitas vezes, sofrem com o preconceito. Por isso, em alguns casos, a doença acaba levando o paciente ao quadro de depressão. Amanhã, considerado o Dia Mundial da Psoríase, as orientações sobre a doença reforçam o alerta nas unidades de saúde. “O principal objetivo desta data é combater o preconceito e melhorar a qualidade de vida dos pacientes, por meio do esclarecimento da população sobre a doença”, frisa o diretor-presidente da Fundação Alfredo da Mata (Fuam), dermatologista Helder Cavalcante.

A psoríase se caracteriza por lesões avermelhadas e descamativas que aparecem, em geral, no couro cabeludo, unhas, mãos e pés. De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde (Susam), são diagnosticados, anualmente, aproximadamente 350 novos casos da doença somente na Fuam, unidade que é referência em dermatologia no Estado, única credenciada pela Sociedade Brasileira de Dermatologia, para atendimento aos pacientes com psoríase, no Amazonas. Neste ano, até junho, 170 novos casos da doença começaram a ser acompanhados pela equipe.

Motivos

Os motivos que causam a psoríase ainda não estão totalmente esclarecidos. As pesquisas científicas demonstram que pode ser uma doença hereditária e, nesses casos, existe a probabilidade de 30% de alguém na família ter a doença. Alguns fatores podem aumentar ou desencadear a doença, como o estresse emocional, traumas ou irritações na pele, infecções na garganta e alguns medicamentos.

A médica dermatologista da Fundação Alfredo da Mata Mônica Santos afirma que, apesar de não ter cura, a psoríase possui tratamento para o controle dos sintomas. Entretanto, diz ela, os pacientes ainda sofrem preconceito. “Por se tratar de uma lesão na pele, os pacientes se sentem rejeitados e discriminados nos seus ambientes sociais e de trabalho”, disse.

A médica ressalta que, na Fundação Alfredo da Mata, além das consultas com médicos dermatologistas, os pacientes são acompanhados por uma equipe de psicólogos e assistentes sociais que realizam sessões de terapia individuais e de grupo.

Suporte

Na Fundação Alfredo da Mata, além das consultas com médicos dermatologistas, os pacientes são acompanhados por uma equipe de psicólogos e assistentes sociais que realizam sessões de terapia individuais e de grupo.

Pioneira

Manaus é a única cidade do Norte que possui uma Associação de Pacientes com Psoríase. O grupo se reúne na Fuam e realiza palestras de orientação para os pacientes e familiares que convivem com a doença.

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