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Manaus
Dia Mundial Sem Carro

A CRÍTICA mostra histórias de pessoas que escolheram deixar o 'carango' na garagem

Todos anos, desde 2000, moradores de Manaus e de outras cidades mundo afora aproveitam este dia para experimentar sair da rotina e conhecer outros modais 22/09/2016 às 05:00
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O assessor Thiago Ferreira e a esposa deixam o carro na garagem e vão de ônibus para o trabalho. Foto: Divulgação
Isabelle Valois Manaus

O dia 22 de setembro convida o mundo para a reflexão do uso excessivo do carro. Desde 1997 várias cidades europeias realizam uma atividade conhecida como “Dia Mundial Sem Carro”. Todos anos, desde 2000, moradores de Manaus e de outras cidades mundo afora aproveitam este dia para experimentar sair da rotina e conhecer outros modais como a bicicleta, a carona amiga, a caminhada e até utilizar o transporte público.

Há quem diga que o clima na capital do Amazonas não é adequado para a prática de alguns dos modais, mas A CRÍTICA encontrou pessoas que há mais de um ano deixaram o carro na garagem e diariamente utilizam outros modais para realizarem as atividades diárias, como ir ao trabalho, faculdade, supermercado e até ao shopping.

Esse é o caso do microempreendedor Israel Felix,41. Há três anos Israel realiza uma rotina de ir trabalhar duas vezes na semana de bike, três vezes na semana de ônibus e um dia vai de carro. Israel sempre faz o percurso da Betânia / Zona Sul até o São José 2 / Zona Leste, uma média de 12 quilômetros.

Israel explicou que a mudança começou desde quando resolver a começar a andar de bicicleta. “Percebi que era um cara ‘carrocêntrico’, tudo meu girava em torno do carro, todas as minhas atividades, e foi com a bike que percebi que estava errado, foi então que comecei a mudar a minha rotina e aderir outros modais para me largar mais do carro”, contou.

O microempreendedor disse que gosta mesmo é ir de ônibus, mas por causa da qualidade de vida prioriza a bicicleta. “No começo, por causa do trânsito e a falta de conscientização dos motoristas, achei perigoso, mas com o passar dos dias fui me adaptando e acostumando. Agora, considero o translado um lazer. Durmo pensando qual modal irei trabalhar no dia seguinte”, contou.

No caso do jornalista Daniel Amorim, 33, a ideia não é tão diferente. Desde a infância Daniel aprendeu a gostar de andar a pé. Para todos os lugares que ele vai, sempre utiliza a caminhada, pois acredita que além de facilitar nas economias, o ajuda a praticar exercício físico. “Quando a pessoa realiza a rotina sem o carro, vê a cidade com outros olhos. Sempre gostei disso”, disse.

O assessor de comunicação, Tiago Ferreira, 30, junto com a esposa, há mais de um ano resolveu deixar o carro na garagem e todos os dias eles vão ao trabalho de ônibus. Como moram na Cidade Nova e trabalham no Santo Antônio, o deslocamento ficou mais rápido de ônibus, por causa da Faixa Azul. “O trajeto é bem mais rápido, fora a economia”, detalhou.

A funcionária pública, Sheila Gomes, 37, pratica diariamente a carona amiga. Além do vizinho, todos os dias Sheila dá carona ao namorado. Ela sai da Compensa, Zona Oeste e segue para Zona Leste. “Fico feliz, quando posso ser a carona amiga”, reforçou.

Acidentes desencorajam ciclistas
Um dos acidentes mais chocantes em Manaus envolvendo ciclista foi do Antônio Simão, 61,  ocorrido em maio de 2015. A tragédia marcou a vida de Eric Rebouças de Araújo, 24,  que desde jovem sempre deixou o carro na garagem para se deslocar com a bicicleta. Como Eric  realiza o mesmo percurso de Antônio, ficou assustado com o fato dos  veículos não respeitarem a distância prevista por lei de 1,5 metros  dos ciclistas e muitos menos a velocidade máxima das vias. Por isso, resolveu mudar de modal e  agora utiliza o ônibus. “Não desisti da bicicleta, mas  ainda é preciso que   toda a população olhe com mais carinho para esse modal”.

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