Publicidade
Manaus
FUMO

‘Dia Mundial sem Tabaco’ tem programação educativa em Manaus

A data busca alertar a população mundial sobre a influência do cigarro no aparecimento de diversas doenças, entre elas, as cardiovasculares e o câncer de um modo geral 29/05/2017 às 15:18 - Atualizado em 29/05/2017 às 15:18
Show ex fumante engorda
acritica.com

No Dia Mundial sem Tabaco, comemorado em 31 de maio, a Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas (FCecon), unidade de referência em cancerologia na Amazônia Ocidental, realiza, a partir das 7h30, uma ação educativa com o objetivo de conscientizar a população acerca dos fatores de risco do câncer, em especial, o tabagismo. O local escolhido foi a Fundação Vila Olímpica (FVO), situada na avenida Pedro Teixeira, Dom Pedro, zona Centro-Oeste de Manaus. O evento inicia às 7h30, com diversas atividades físicas, como zumba e treinamento funcional.

Instituída há 30 anos, pela Organização Mundial da Saúde (OMS), a data busca alertar a população mundial sobre a influência do cigarro no aparecimento de diversas doenças, entre elas, as cardiovasculares e o câncer de um modo geral. O tema selecionado pela OMS para a campanha de 2017, que no Brasil inclui os 26 estados brasileiros mais o Distrito Federal, foi: ‘Tabaco: uma ameaça ao desenvolvimento’. Segundo o diretor-presidente da FCecon, cirurgião oncológico Marco Antônio Ricci, o tabagismo é o principal fator de risco isolado para as neoplasias malignas do aparelho respiratório e também está diretamente associado ao aparecimento dos cânceres de bexiga e de estômago.

De acordo com a projeção mais recente do Instituto Nacional do Câncer (INCA), subordinado ao Ministério da Saúde, os cânceres de traqueia, pulmão e brônquios devem registrar, juntos, neste ano, 300 novos diagnósticos no Amazonas. Se somado às neoplasias de estômago e bexiga, o número de casos no Estado sobe para 760 (quase 15% do total de casos de câncer estimado para o Estado), quantidade considerada alta por especialistas.

Em Manaus, a atividade alusiva à data será desenvolvida em parceria com as ONGs Liga Amazonense Contra o Câncer (Lacc) e Rede Feminina de Combate ao Câncer. Haverá, ainda, distribuição de material informativo aos participantes, que terão a possibilidade de tirar dúvidas sobre o tema com o médico cardiologista Aristóteles Alencar, atual responsável pela Coordenação Estadual de Controle do Tabagismo no Estado.

Campanha

No Brasil, a campanha é realizada através do Programa Nacional de Controle do Tabagismo (PNCT), com ações de prevenção e controle do tabagismo desenvolvidas em parceria com o Centro Colaborador da OMS para o controle do tabaco, que também o responsável pela divulgação e comemoração da data, de acordo com o tema estabelecido a cada ano pela OMS.

Segundo o coordenador Estadual de Controle do Tabagismo, Aristóteles Alencar, para a comemoração do Dia Mundial sem Tabaco, o PNCT articula sua rede de Coordenadores Estaduais presentes nas Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde, estimulando e fornecendo material educativo para subsidiar as comemorações envolvendo, também, a sociedade.

Ele explica que a campanha pretende demonstrar que a indústria do tabaco compromete o desenvolvimento sustentável de todos os países, incluindo a saúde e o bem-estar econômico dos seus cidadãos. Além disso, propõe medidas para combater a crise global causada pelo tabagismo, que deverão ser adotadas pelas autoridades e pela opinião pública para promover a saúde e o real desenvolvimento.

A OMS incentiva os países a priorizar e acelerar os esforços para combater o uso de tabaco no âmbito das medidas relacionadas com a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável.

“Todos os países podem se beneficiar com o controle eficaz dessa epidemia, principalmente, protegendo seus cidadãos contra os efeitos nocivos do consumo de tabaco, reduzindo o impacto nas economias nacionais”. O objetivo da Agenda de Desenvolvimento Sustentável e de suas 17 metas mundiais é garantir que ninguém seja deixado sem vigilância.

Oito milhões de mortes

O controle do tabagismo ajuda a alcançar outros objetivos mundiais. Além de salvar vidas e reduzir as desigualdades na saúde, os programas de controle do tabaco abrangentes podem limitar as consequências negativas para o cultivo (fumicultura), produção, comércio e consumo de tabaco.

O consumo de tabaco mata aproximadamente de 6 milhões de pessoas a cada ano, um número que, segundo as previsões, aumentará para mais de 8 milhões de mortes por ano até 2030, caso as medidas de controle não sejam intensificadas. “Fumar é prejudicial a qualquer pessoa, independentemente do sexo, da idade, da raça, da cultura e da educação”, explicou Alencar.

Ele alerta que o consumo provoca, ainda, sofrimento, doença e morte, empobrece famílias e enfraquece economias nacionais. Obriga também a aumentar os gastos com a saúde pública e gera uma redução na produtividade, promovendo custos substanciais para a economia dos países. “Além disso, o consumo de tabaco agrava as desigualdades e a pobreza. Por exemplo: as pessoas mais pobres acabam gastando menos em necessidades básicas como alimentação, educação e cuidados de saúde. Cerca de 80% das mortes prematuras são causadas pelo consumo de tabaco. Esse dado é registrado em países de baixa e média rendas que têm mais dificuldade em alcançar as metas de desenvolvimento”, concluiu.

*Com informações da assessoria de comunicação.

Publicidade
Publicidade