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Dia Z de combate ao mosquito Aedes aegypti inicia em Manaus

Estado e município iniciaram campanha contra mosquito transmissor da dengue, chikungunya e zika. Ações devem durar seis meses na capital 19/12/2015 às 12:15
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Segundo levantamento da Semsa, maior risco está na Zona Leste de Manaus
OSWALDO NETO Manaus (AM)

Mais de sete mil servidores estaduais e municipais deram início neste sábado (19) ao “Dia Z” de combate ao mosquito Aedes aegypti em Manaus. A medida visa intensificar os trabalhos de campo em todas as zonas da cidade e evitar a proliferação de casos de dengue, chikungunya e zika. Segundo último Levantamento Rápido de Índice por Aedes aegypti (LIRAA), a capital possui médio risco de infestação.

A concentração do Dia Z contra o mosquito ocorreu na Bola do Produtor, bairro Jorge Teixeira, Zona Leste. Servidores das secretarias Municipal (Semsa) e Estadual de Saúde (Susam) participaram de atividades antes de irem a campo realizar as ações, que segundo a Semsa, deve durar seis meses por meio do Plano Emergencial de Resposta a Epidemia por Doenças Infecciosas e Virais.

De acordo com o secretário municipal de Saúde, Homero de Miranda Leão, os maiores casos de dengue são registrados em casas ocupadas. “Fizemos o LIRAa no mês passado e visitamos 30 mil imóveis. Onde encontramos problemas 80% havia pessoas morando, então o problema não é terreno baldio, mas sim a casa da gente”, informou Leão.

Inspeção

Equipes de vigilância foram a campo ontem para inspecionar estabelecimentos que possuem criadouros de mosquito no Dia Z de combate ao Aedes aegypti. Segundo fiscais da Visa, que atuam em casos apontados como graves por agentes de endemias, quatro espaços são visitadas por dia em Manaus por cada equipe.

Estabelecimentos foram inspecionados por fiscais da Prefeitura. Foto: Antonio Menezes

Na rua Itacolomy, bairro Armando Mendes, Zona Leste, fiscais localizaram possíveis focos em uma área com lixo próximo a um ferro velho. A responsável, a dona de casa Maria Francisca Cabral, 45, foi notificada a comparecer ao Departamento de Vigilância Sanitária (Dvisa) para explicar os focos encontrados. A multa pode chegar a 400 UFMs (R$ 33,5 mil).

“É complicado porque o terreno não é o meu. Limpamos tudo direitinho aqui, mas infelizmente é um risco. Vamos pedir que tirem aquele lixo”, disse a dona de casa.

LIRAa

Segundo dados do Levantamento Rápido de Índice por Aedes aegypti (LIRAa) coletados em 29,8 mil residências de Manaus no mês de novembro, a capital apresenta risco de infestação predial de 1,4. Isso significa de 100 casas inspecionadas, uma possui criadouros de mosquito.  

No entanto, a Zona Leste é a que apresenta maior índice, de 2,9. "Iremos fazer um barulho pra chamar a atenção das pessoas, mas nenhum drone irá funcionar se não houver a conscientização das pessoas. Se não tiver o envolvimento e o sentimento de que cada um faz parte disso, nós não venceremos essa guerra".

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