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Eleições

Com ônibus lotados, família com cadeirante usa táxi para ir votar

Esta é a primeira eleição que Fernando Leal participa. Para chegar ao local de votação, contou com apoio de familiares 30/10/2016 às 11:36 - Atualizado em 30/10/2016 às 12:10
Luana Carvalho Manauas

Apesar de todas as dificuldades, a família Leal acordou cedo na manhã deste domingo (30) para votar no segundo turno das eleições. Com um membro cadeirante, eles tiveram que ir e voltar de táxi para exercerem o direito ao voto.

“Infelizmente tem condições de ir de ônibus. Ficam muito lotados e não ia ter estrutura para levar meu filho”, disse Bernardo Leal, 53, pai de Fernando Leal, de 24 anos.

Esta é a primeira eleição que Fernando participa e embora tenha escolhido um local com acessibilidade, a Escola Estadual Professor Roderick Castelo Branco, na rua 12 do bairro São José 2, onde toda a família vota, ele encontrou problemas pontuais, como carros estacionados nas calçadas.

“A dificuldade no dia a dia é grande, mas até que nesta escola que escolhemos tinha acessibilidade. Mas foi difícil chegar até aqui para votar. Tivemos que vir de táxi”, conta.

A mãe dele, Laurinete Martins Leal, 47, conta que acha importante incentivar os filhos desde cedo a cumprirem os deveres como cidadãos. A filha mais nova, Larissa Leal, aos 17 anos já vota. “Eu sei que meu voto pode fazer diferença então escolhi vir junto com a minha família, pois acredito que a gente ainda possa mudar alguma coisa”, comentou.

Na hora de voltar para casa, a família chamou novamente o táxi. Houve dificuldade para descer a calçada que não tinha rampa. Mas, como sempre fazem, a família ajudou Fernando a entrar no carro. “Gostaríamos muito que tivessem mais respeito pelos deficientes físicos e que nas próximas eleições não tivéssemos mais que pagar um táxi para votar”, ressaltou Bernardo Leal.

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