Sexta-feira, 26 de Abril de 2019
publicidade
1.jpg
A dica de ouro em tempos de crise, é substituir as marcas dos produtos pelas mais baratas
publicidade
publicidade

Manaus

DINHEIRO pesquisou em quatro supermercados para saber quais itens estão pesando no orçamento

O carrinho de supermercado do consumidor manauara está ficando mais vazio. A sensação é de que os preços sobem a cada dia e que alguns produtos -  tanto os de necessidade básica, como outros, diferenciados, mas que estavam costumeiramente na lista de compras - estão ficando inacessíveis


11/04/2015 às 18:35

Não é mais  uma impressão de um ou  outro consumidor. Os preços de vários produtos em supermercados da cidade sofreram uma alta brusca nos últimos meses. Entre os atingidos não estão apenas as famílias de baixa renda. As classes C, B e A  da cidade também já sentem dificuldade na hora de adquirir  os itens da lista de compras.

Para chegar à essa conclusão, DINHEIRO visitou quatro supermercados  da cidade, sendo dois populares (DB e Carrefour) e dois segmentados (Roma e Pátio Gourmet), e verificou que produtos com preços mais caros não são exclusividade dos estabelecimentos considerados  elitizados.  Nos quatro locais foram encontrados exemplos de itens com valores  considerados pelos consumidores como acima da média.

Mesmo não sendo itens de necessidade básica, eles faziam parte da lista do manauara e agora estão sendo deixados na prateleira até o fim do prazo de validade. No Carrefour de Flores, por exemplo, o  queijo mussarela do tipo light é vendido  a R$ 52,49, o quilo, valor bem acima em relação a outros supermercados de Manaus.

Já a margarina Becel Pro Activ foi encontrada no supermercado Roma por R$ 19,00. Itens mais básicos como o leite em pó Ninho 3 fases  também estão com preços “salgados”. Uma lata do produto varia de R$ 14,99 a R$ 17,50 (Roma).

O quilo do filé mignon chega a custar R$ 66,50, mas até mesmo os ovos assustam pelo valor elevado. Para adquirir uma cartela com dez  ovos vermelhos da marca Korin, o consumidor precisa  desembolsar até R$ 11,00.

Cortes no orçamento

A professora aposentada, Vânia Tadros, diz que não tem como deixar de comprar produtos como queijo ou manteiga, mas reduziu a lista. “O que também  tenho feito é procurar itens mais baratos que tenham os mesmos valores nutricionais. Não me apego mais à  marcas”, orienta.

Já a empresária Soraya Miquiles Vianez, 56, confessou temer o retorno do período inflacionário mais forte em que os preços eram reajustados diariamente.

publicidade

“Tem produtos que me recuso a comprar. Acho que é uma forma de mostrar indignação. Na hora que não tiver comprador, os preços terão que baixar”, comenta.

O economista Marcus Evangelista afasta o temor do reajuste diário de preços, mas diz que o consumidor vai precisar continuar ‘apertando o cinto’. “O ano é de ajustes. A  equipe econômica do Governo está contendo o consumo para que a inflação volte ao patamar esperado. A expectativa é de que esse movimento seja freado até junho deste ano. Até lá, o consumidor deve manter os pés no chão e ter muita prudência ao fazer suas compras”, aconselha Evangelista.

Compras inteligentes

Para enfrentar o tempo de escalada nos preços, a economista e professora da faculdade Estácio Amazonas, Raryne  Guerreiro, dá algumas dicas que servem para famílias de todas as classes sociais, independentemente de qual supermercado frequentem.

Segundo ela, fazer a lista de compras e segui-la à risca no supermercado é uma regra básica, mas que não deve ser esquecida. Verificar os produtos que já tem em casa para não fazer compras desnecessárias também é uma dica essencial.

A especialista ressalta que o ideal seria fazer as compras sem pressa, para escolher os produtos com melhor custo-benefício. ”Mas a maioria das pessoas não tem tempo e variar de supermercado em busca do preço mais baixo também traz uma vantagem relativa, visto que o  dinheiro gasto para abastecer o carro pode não compensar o deslocamento e as ofertas. O ideal é procurar um estabelecimento “meio-termo”, que atenda de bom grado as necessidades de custo-benefício”, explica.

Mas a dica de ouro em tempos de crise, conforme a economista, é  substituir as marcas dos produtos, optando pela mais baratas. “Às vezes, o produto é bom, mas a marca desconhecido. Nesse caso, vale a pena experimentar”, sugere.


publicidade
publicidade
Jair Bolsonaro retira sigilo bancário de operações com recursos públicos
GACC-AM inicia venda de ingressos para 20ª feijoada beneficente
publicidade
publicidade
publicidade
publicidade

publicidade
publicidade

Mais de Acritica.com

Sobre Portal A Crítica

No Portal A Crítica, você encontra as últimas notícias do Amazonas, colunistas exclusivos, esportes, entretenimento, interior, economia, política, cultura e mais.