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Diretor do sistema penitenciário é exonerado do cargo

A informação foi confirmada pela Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos (Sejus) nesta terça (13) 13/08/2013 às 20:22
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Delegado Divanilson Cavalcanti
acritica.com Manaus

A assessoria de imprensa da Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos (Sejus) confirmou na manhã desta terça-feira (13), a exoneração do delegado Divanilson Cavalcanti do cargo de diretor do Departamento do Sistema Penitenciário (Desipe). Os motivos da exoneração não foram divulgados.

A assessoria informou ainda que, por enquanto, não vai se pronunciar sobre o caso e o secretário da Sejus, Wesley Aguiar, não informou quem deve ocupar o cargo.

Por meio de nota enviada á imprensa, Divanilson declarou que o motivo da exoneração seria por divergências profissionais e discordância dele sobre algumas medidas adotadas pela Sejus, sem especificar quais são. Na nota, Divanilson também cita algumas das ações que foram melhoradas no sistema penitenciário durante a permanência dele à frente da Desipe, como intensificação nas vistorias dentro das unidades prisionais.

Confira a nota na íntegra aqui: "Boa tarde, senhores! Devido à grande procura de informações a respeito da minha exoneração do cargo de diretor do DESIPE, encaminho este e-mail para informar que estou saindo por divergências profissionais e por discordar de algumas medidas adotadas pela Sejus, sobre as quais não posso prestar maiores esclarecimentos para não prejudicar o trabalho a ser desenvolvido daqui para frente na secretaria. Na oportunidade, pontuo algumas das ações positivadas no sistema penitenciário durante a minha permanência: implantação da identificação do perfil do interno e neutralização de suas teias de influência dentro do sistema; análise da população carcerária, com ênfase na entrada e saída dos internos e o impacto do ingresso dos presos provisórios; padronização da coleta de dados no sistema prisional; diagnóstico do sistema, apontando as responsabilidades das seguranças interna e externa; intensificação das revistas nas unidades, o que culminou com a apreensão, em apenas quatro meses, de centenas de aparelhos celulares, chips, “estoques”, além de quantidade significativa de substância entorpecente; e efetivação das escoltas estaduais e nacionais (presídios federais) pelo próprio Desipe. Ressalto que prefiro não entrar em detalhes a respeito dos motivos que contribuíram para o meu desligamento do Departamento. Peço a compreensão de todos e sigo à disposição da Polícia Civil do Amazonas. Att, Divanilson Cavalcanti, Delegado de Polícia Civil".

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