Domingo, 21 de Julho de 2019
POLÊMICA

Diretor de escola é denunciado por convidar alunas para sexo a três em Manaus

Responsável pela gestão de colégio da PM, o tenente-coronel Eddie César é acusado de chamar estudantes pelo WhatsApp para fazer ménage. Ele alega que as mulheres têm mais de 30 anos



Capturar_DAFFE8A1-8EAF-4EB7-B8E4-0C01C89BCC63.JPG Foto: Reprodução
29/03/2019 às 12:55

O tenente-coronel da PM Eddie César de Souza Cordeiro foi afastado da função de diretor do Colégio Militar da Polícia Militar VIII, que fica no bairro Santo Agostinho, Zona Oeste de Manaus, após ser denunciado de convidar alunas para fazer sexo a três.

O caso veio à tona após serem vazados prints e áudios de conversas no aplicativo WhatsApp atribuídos ao coronel. O gestor da escola admite a conversa, mas em defesa afirma que as mulheres em questão têm mais de 30 anos.

Os prints e áudios viralizaram nas redes sociais. Pais de alunos da unidade pedem apuração sobre a conduta inadequada do diretor da escola. As imagens das conversas circularam nos grupos de WhatsApp de alunos e pais, ontem.

Nos diálogos há demonstração de intimidade do oficial com uma das mulheres. O PM promete pagar quantias de até R$ 300 para manter relações sexuais com a pessoa e fazer “ménage”, ou seja, sexo a três, com ela e uma amiga, com quem o policial já teria mantido um relacionamento também.

A reportagem conversou com o policial militar por telefone e ele reconheceu a veracidade das conversas, mas negou que as mulheres envolvidas sejam menores de idade. Segundo ele, as duas têm mais de 30 anos. “Nunca existiu orgia com alunas nem o oferecimento de dinheiro para sexo com estudantes menores de idade. Tudo o que montaram são mentiras”.

O oficial esclareceu que foi afastado da direção da unidade e responderá a um procedimento na Diretoria de Justiça e Disciplina (DJD) da Polícia Militar. O tenente-coronel disse ainda que está à disposição da PM para esclarecimentos sobre o ocorrido.

Posicionamentos

Por de meio de nota, a assessoria da Polícia Militar disse que está apurando a veracidade das mensagens e informou que o oficial “será afastado das suas funções de diretor da unidade de ensino e que, durante o processo de apuração será respeitado o direito à ampla defesa e contraditório”.

A Polícia Civil informou que a Delegacia Especializada na Proteção de Criança e Adolescente (Depca) não recebeu registro do caso, mas comunicou que a delegada titular tomou conhecimento do conteúdo da conversa e acompanha o desenrolar da situação.

A assessoria da Secretaria de Educação (Seduc) esclareceu por telefone que a escola tem a administração compartilhada entre o órgão e a Polícia Militar, cabendo à PM responder pela gestão da unidade de ensino.

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