Domingo, 19 de Maio de 2019
ELEIÇÃO

Disputa indefinida no comando da Câmara Municipal de Manaus

Vereador Wilker Barreto é favorito à reeleição, mas opositores e até aliados querem mais candidatos na luta pela presidência



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Atual presidente da Casa Legislativa, Wilker Barreto (PHS) conta com apoio das bases do prefeito Artur Neto e do senador Eduardo Braga, mas não é unanimidade
28/12/2016 às 05:00

O vereador Wilker Barreto (PHS) deverá ser reeleito como presidente da Câmara Municipal de Manaus (CMM) no próximo dia 1º de janeiro, mas opositores e até aliados do parlamentar não querem uma aclamação e esperam a definição de outros candidatos ao cargo. Os vereadores Hiram Nicolau (PSD) e Chico Preto (PMN) ensaiam uma aliança e Cícero Custódio (PT), o Sassá da Construção Civil, deve ser outro nome na disputa.

Uma aclamação de Barreto não seria bem vista pela maioria dos vereadores na CMM, apesar de a maioria admitir que ele deve ser reconduzido ao cargo. O vereador Marcel Alexandre (PMDB) explicou que a base do prefeito Artur Neto (PSDB) e do senador Eduardo Braga (PMDB), que são maioria no parlamento, está fechada com Wilker, mas esperam por outro nome na disputa.

Além dos nomes dos vereadores Chico Preto e Hiram Nicolau que ensaiam uma aliança, Cícero Custódio que deve definir essa semana se confirma sua candidatura, outro nome que também surgiu foi o de Plínio Valério (PSDB), mas o vereador que se lançaria como uma alternativa independente perdeu força e decidiu seguir a determinação de Artur.

Existia uma expectativa de que o principal rival de Wilker na disputa pela presidência da CMM seria Hiram Nicolau, mas o vereador esperava uma indicação de apoio do prefeito em sua candidatura. A esperança do parlamentar era tão grande que ele e sua família preferiram dar apoio à candidatura a reeleição de Artur ao invés de seguir a determinação do presidente do seu partido o PSD, senador Omar Aziz, em apoiar o candidato Marcelo Ramos (PR).

Porém, após a eleição, o tão sonhado indicativo de apoio a Hiram não veio e sua candidatura foi descartada. Então se fala em rusga entre o vereador e o prefeito, mas o parlamentar nega qualquer desavença.

O vereador Chico Preto, que já foi presidente da CMM, retorna ao parlamento e deve se lançar como candidato a presidente contra Wilker. Chico confirmou que está em negociação com Hiram Nicolau para composição de uma chapa independente.

“O diálogo com o Hiram está fundado em compromissos de fazer a CMM mais dinâmica e próxima da sociedade”, contou.

 O vereador Cícero Custódio disse que está dialogando com o PT a possibilidade de lançar uma candidatura própria para marcar posição do partido na CMM.

Eleição na primeira sessão de 2017
A eleição para presidente da Câmara Municipal de Manaus (CMM) será no dia 1º de janeiro poucas horas depois da solenidade de posse do prefeito Artur Neto (PSDB), do vice-prefeito Marcos Rotta (PMDB) e dos 41 vereadores eleitos. A posse está marcada para as 16h no Teatro Amazonas; logo após o fim da solenidade os vereadores seguirão para a sede da CMM onde realizarão a eleição do presidente da Casa.

 A previsão é que a eleição inicie entre 19h e 20h. A inscrição dos candidatos pode ser feita minutos antes de início da sessão. Por ora, a expectativa é que haja a eleição apenas para escolha do presidente e os demais membros da Mesa Diretora sejam definidos apenas na primeira ou segunda sessão ordinária, marcada para fevereiro.

 Porém, se os vereadores quiserem, além de lançar os próprios nomes, propor uma chapa composta pelos demais membros a escolha pode ser antecipada. A Mesa Diretora é composta pelo presidente, 1º, 2º e 3º vices-presidentes, secretário-geral, 1º, 2º e 3º secretário-geral, ouvidor e corregedor. Na primeira sessão do ano, os vereadores também definirão os líderes das bancadas e membros das comissões.   

De rejeitado a presidente da CMM
A expectativa de aclamação de Wilker Barreto (PHS), confirmando sua recondução ao cargo de presidente da CMM, é um cenário bem diferente do vivido em 2014. Na época, o parlamentar não era o preferido dos vereadores para assumir o cargo por ser apontado como intransigente e de difícil diálogo. Mas, por determinação do prefeito Artur Neto, foi eleito presidente.

A base governista na Câmara chegou a rachar em vários blocos, cada um com seu candidato. Wilker foi perdendo força nos bastidores, sendo minado por seus aliados, mas contou com o apoio do prefeito, o que derrubou as candidaturas de oposição ao seu nome. Wilker também não era bem visto por lideranças de outros partidos, como o PPS e PSB, que faziam oposição a Artur na época e por isso orientaram seus vereadores a não votarem no candidato do prefeito.

Os vereadores Elias Emanuel que era do PSB, Professora Jacqueline e Professor Samuel, que eram do PPS, desobedeceram às orientações partidárias, votaram em Wilker, e foram expulsos de seus partidos. Elias foi para o PSDB, Jacqueline e Samuel migraram para o PHS, partido de Wilker.


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