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Manaus
POLÍTICA

Disputa para o governo do AM: Davi Almeida afirma que eleição não se limita a asfalto

Candidato da coligação ‘Renova Amazonas’ tachou de eleitoreira disputa do governo com a prefeitura para ver quem asfalta mais ruas 11/09/2018 às 19:44 - Atualizado em 11/09/2018 às 19:44
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Candidato pelo coligação ‘Renova Amazonas’ (PODE, PMN, PMB, PSB e PROS) David Almeida foi governador interino em 2017. Foto: Euzivaldo Queiroz
Larissa Cavalcante Manaus (AM)

Deputado e candidato ao governo do Estado pela coligação "Renova Amazonas", David Almeida (PSB), criticou nesta terça-feira (11) o programa de asfaltamento de ruas da capital e  interior do Estado reeditado em ano eleitoral.

“O povo só é visto pelo Estado em quatro em quatro anos e com asfalto, sobretudo, de péssima qualidade. Se coloca asfalto e no ano seguinte é preciso refazer pela ausência de  saneamento e planejamento. É dinheiro público desperdiçado e pessoas passam a morrer pela falta de medicamentos nos hospitais e pela falta de segurança. Quero e tenho como desenvolver o meu Estado, além do asfalto”, afirmou David Almeida em entrevista ao Portal A Crítica na série com os sete candidatos ao governo do Estado.

Deputado estadual no terceiro mandato consecutivo, David foi líder, nos anos de 2015 e 2016, do governo José Melo na Assembleia Legislativa.  Em 2017 foi eleito presidente do Poder Legislativo para o biênio 2017/2018. No mesmo ano, após a cassação do ex-governador José Melo (PROS),  filiado ao PSD de Omar Aziz ele assumiu interinamente no dia 9 de maio o cargo de governador do Amazonas, onde permaneceu até o dia 5 de outubro.

“Estive como aliado do Melo, Omar e do Eduardo Braga porque naquela proposta vencedora o povo escolheu eles como governadores. Quando sentei na cadeira e vi a realidade do Executivo, decidi romper com tudo isso para mostrar que é possível viver em um Estado melhor”, disse o candidato.

David nas eleições de 2014 conquistou 24.189 votos sendo metade da capital e o restante dividido em alguns municípios, por exemplo, Parintins com votação expressiva.

“Sou um político tanto da capital como do interior. Hoje chego nos municípios e tenho a informação de que a minha intenção de voto é a maior no interior do que na capital. O interior me conhece, reconhece e agradece. Sabe quem eu sou e sou a melhor opção para resolver os problemas do Amazonas”, disse Almeida acrescentando que nesta semana concentra as atividades de campanha na capital após realizar maratona de compromissos no interior do Estado.

Propostas

No plano de governo, o candidato apresenta um projeto de governança para desenvolver o Estado até 2030 com a proposta de integrar secretarias, eficiência e transparência nos serviços públicos, retirar o Amazonas da era analógica e levar para o ambiente digital.

“O desenvolvimento do Amazonas passa pela desburocratização, temos que simplificar a legislação tributária e investir em infraestrutura e logística. Quando o Estado tiver infraestrutura e logística de qualidade com o asfaltamento da BR-319 vamos diminuir o custo amazônico. O projeto de governo é de longo prazo”, ressaltou.

O deputado defende como alternativa econômica o incentivo a produção de proteína animal com o pescado, produção de energia solar, a liberação do plantio de milho,  principal insumo da ração.

Na segurança pública, o candidato argumenta que policiais devem ser respeitados pela população e temidos pelos ‘marginais’. “A polícia temida é a polícia presente, bem remunerada, motivada sendo reconhecida por produtividade e desempenho. Segurança pública se faz com polícia presente, efetivo, policiais remunerados, tecnologia e inteligência. Foi assim que São Paulo conseguiu sair do grandes índices de criminalidade”, assegura.

Perfil

Idade: 49 anos

Nome: David Antônio Abisai Pereira de Almeida

Estudos: Bacharel em Direito pela Universidade Luterana de Manaus (Ulbra).

Experiência: Começou sua carreira política em 2006 quando foi eleito deputado estadual na Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas e hoje atua em seu terceiro mandato consecutivo. No período de 2014/2015 assumiu a presidência da Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR) e em 2017 foi eleito presidente da Casa Legislativa  para o biênio 2017/2018. Em 2017, foi governador interino por quatro meses após a cassação de Melo por compra de votos.

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