Segunda-feira, 24 de Junho de 2019
Perigo

Distraídos ao caçar pokémons pelas ruas de Manaus são alvo fácil para assaltantes

Jogadores devem tomar cuidado para evitar ataques de ladrões nos locais chamados de “Pokestop” e “ginásios”, onde os caçadores se aglomeram



1117497.JPG Nova febre mundial leva gamers percorrerem a cidade com o celular na mão (Foto: Winnetou Almeida)
06/08/2016 às 16:46

A caçada aos monstrinhos no game Pokémon Go virou febre em Manaus e a cada dia que se passa o joguinho eletrônico vem ganhando adeptos que estão por todos os lugares tentando capturar. Basta ter um smartphone e baixar o aplicativo para se tornar um caçador. As criaturas virtuais estão espalhadas em parques, paredes, monumentos, calçadas... e em todos esses lugares é comum encontrar “caçadores” distraídos, com celulares na mão, expostos ao risco de assaltos.

Esse comportamento dos adeptos dessa nova febre tem preocupado a polícia, por conta dos assaltantes. Para o comandante do Comando do Policiamento Metropolitano (CPM), Franclides Ribeiro, ainda é cedo para dizer se os roubos de celulares aumentaram por conta disso, mas ele faz um alerta aos “caçadores”.  “O risco de um caçador virtual ter o telefone roubado é o mesmo que alguém corre quando está distraído, usando o celular nas ruas”, diz o coronel.

Ele orienta os jogadores a tomarem cuidados para evitar ataques de ladrões nos locais chamados de “Pokestop” e “ginásios”, que são os locais onde os caçadores se aglomeram. E os assaltos não são o único risco: de acordo com o comandante, há pessoas que saem de carro procurando locais onde estão os Pokémons, muitas vezes dirigindo e jogando, podendo causar acidentes. “A Polícia Militar também vai estar atenta para essa situação”, garantiu.

Adeptos

O jogo Pokémon Go foi lançado no Brasil na quarta-feira, mobilizando uma geração que, quando criança, se divertia com os desenhos animados dos monstrinhos de bolso. “É uma brincadeira legal é divertida e eu gosto porque eu brincava quando era criança. Sempre que eu posso, saio para caçar os bichinhos”, declara o universitário Marcos Evangelista.

O estudante Stiven Araújo, 22, não tira o olho da tela do celular nem quando está sendo entrevistado. “Espera, espera, deixa pegar um que está aí na tua frente”, diz ele, durante a entrevista.  Nos três dias de caça ao Pokémon, Araújo fala empolgado que já identificou mais de 150 Pokestop pela cidade.  “Eu costumo sair de carro com os meus irmãos, irmãs  e os namorados delas para caçar. Lembra a minha infância”, diz.

A professora universitária Ivone Lopes, 58, está surpresa com a movimentação de alunos das unidades do mini-campus da Universidade Federal do Amazonas (Ufam). Ela diz que o jogo atrapalha a aula, que os alunos ficam desatentos, mas acha engraçado. “Às vezes eles passam por aqui correndo atrás de Pokémon”, conta.

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