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Distribuidoras prevêem aumento no preço dos combustíveis

Empresários amazonenses não podem conter o aumento em razão da política de combustível do Governo 14/01/2014 às 08:56
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Posto de gasolina em Manaus
jornal a crítica ---

O último reajuste da gasolina nas refinarias da Petrobras chegou ao consumidor em dezembro (4,04%) com quase o dobro do impacto esperado, reduzindo espaço para a companhia pleitear novos reajustes em 2014. Representantes de distribuidoras e revendedores (postos de combustíveis) disseram que, devido a margens de lucro apertadas, possíveis novas altas de preço de combustíveis em 2014 tendem a ser repassadas ao consumidor. Internamente, na direção da Petrobras, há um convicção de que não é possível passar 2014 sem reajustes, mesmo sendo ano eleitoral.

A discussão sobre a defasagem de preços de combustíveis em relação ao mercado internacional e a nova metodologia de preços deve voltar a fazer parte da pauta da reunião de Conselho de Administração, no próximo dia 31. O último reajuste de 4% para a gasolina nas refinarias da Petrobras, anunciado no fim de novembro, chegou ao consumidor em dezembro (4,04%) acima do impacto esperado por analistas (2% a 2,6%) no índice de referência IPCA.

Vilões

Segundo o IBGE, o vilão em dezembro foi o etanol anidro - misturado à gasolina na proporção de 25% - devido à entressafra da cana-de-açúcar. “Depende do momento do (possível) aumento, pode haver eventualmente guerra de preços. Mas não há gordura para ser queimada, tanto na margem de lucro das distribuidoras quanto da revenda (postos)”, disse o diretor de mercado do Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e Lubrificantes (Sindicom), Cesar Guimarães. Dados da ANP mostram que os preços de revenda subiram R$ 0,03 em dezembro contra novembro, enquanto a distribuição aumentou os seus em aproximadamente R$ 0,07, o equivalente a 3%.

Dependência

O presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo, Lubrificantes, Alcoois e Gás Natural do Estado do Amazonas (Sindcam), Luiz Felipe Moura, disse que os empresários não podem conter o aumento, pois tem pouca autonomia e são dependentes das políticas de combustíveis do Governo. “A gente ouve falar que a Petrobras quer reforçar seu caixa para fazer novos investimentos. Neste cenário, é difícil pensar um 2014 sem reajustes. Nós temos que seguir sempre o que o Governo aponta. Mas, temos que aguardar as decisões da Petrobras, ainda mais em um ano de eleições”, analisou Felipe, que não se arriscou a falar em um novo preço da gasolina e do etanol. “Temos uma série de variáveis para chegar ao preço do combustível. O empresário não formula o preço. Ele se baseia na direção que as coisas apontam. Existe a questão do ICMS que é cobrado sobre o combustível, os preços praticados pela concorrência. São muitos fatores”, argumentou o presidente do Sindcam.

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