Quarta-feira, 18 de Setembro de 2019
Manaus

Documento oficial demite funcionários do SAAE de Iranduba mas Prefeito nega ação

A redução de mais de 30 funcionários do quadro do Serviço Autônomo de Água e Esgoto poderia causar “um colapso no fornecimento de água do local”. Procurado pela reportagem, o prefeito de Iranduba, Xinaik Medeiros, se contradisse ao explicar sua decisão: “Eu não demiti ninguém, isso é um engano”



1.jpg O memorando circular nº 1000/03 foi protocolado na sede do SAAE Iranduba, às 15h44 e é claro ao determinar a exoneração dos profissionais
01/10/2013 às 21:06

A decisão da Prefeitura Municipal de Iranduba - cidade da Região Metropolitana de Manaus - de demitir 36 funcionários do quadro do Departamento de Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE) revoltou moradores do município no fim da tarde desta terça-feira (1). Por meio de uma rede social, eles protestaram contra a ação que, conforme eles sustentam, pode causar “um colapso no fornecimento de água do local”.

O memorando circular nº 1000/03 foi protocolado na sede do SAAE Irandub, às 15h44 e é claro ao determinar a exoneração dos profissionais, que teriam que paralisar suas atividades de forma imediata. No documento assinado pela secretária de administração e planejamento, Edivânia Hosana da Silva, o Executivo Municipal usa como argumento para as demissões os cuidados para “evitar prejuízos de ordem pecuniária (financeira) e judicial”.

De acordo com o decreto 070 expedido pela Casa Civil, os trabalhadores já não são mais considerados funcionários da Prefeitura a partir do dia 1 de outubro de 2013 (terça-feira).

Contradição

Procurado pela reportagem, o prefeito da de Iranduba, Xinaik Medeiros, se contradisse ao explicar sua decisão. “Eu não demiti ninguém, isso é um engano. Não sei quem foi o responsável por postar o documento na internet”, ressalta.

Medeiros, entretanto, reconheceu a autenticidade do documento. “O memorando é verdadeiro, mas serve apenas para dizer que a Prefeitura não pode mais contratar ninguém. Os funcionários vão continuar trabalhando normalmente”, comenta.

Paulo Benício de Queiroz, diretor do SAAE, disse estar surpreso com a determinação, já que o abastecimento de água é um serviço essencial e não pode ser paralisado. “Acredito que isso é um grande mal entendido, ninguém é maluco o suficiente para tal ação”, declarou.

Segundo o diretor, além da sede do município, os trabalhadores atuam nas comunidades do Cacau Pirera, Alto de Nazaré, Alto de São José, Ariaú e Lago do Limão, que juntas acolhem cerca de 10 mil famílias.


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