Segunda-feira, 22 de Abril de 2019
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POLÍCIA

Quarteto é preso no AM suspeitos de matar policial colombiano por engano

Jhonny Andres Medina Hurtado, de 25 anos, foi assassinado no final de semana, em Tabatinga


30/01/2019 às 16:18

Os casais Dayana Costa Bernaldo, 21, e Luís Henrique Costa Chunha, 22, chamado de “Bucho”, e Mariela Silva dos Santos, 27, e Valdirkey Oliveira Santos, 31, conhecido como “Louco”, foram presos em flagrante, nessa terça-feira (29), em Benjamin Constant (a 1.121 km de Manaus), envolvidos no homicídio do policial colombiano de Cavalaria Jhonny Andres Medina Hurtado, de 25 anos.

O crime aconteceu na noite do último sábado (26), por volta das 23h, em um bar situado na avenida da Amizade, em Tabatinga (a 1.108 km da capital). Na ocasião, o policial colombiano foi alvejado na cabeça por disparos de arma de fogo efetuados por “Louco”.

De acordo com o investigador Nixon Nascimento, lotado na Delegacia Interativa de Polícia (DIP) de Tabatinga, após tomar conhecimento do delito, a equipe de investigação da unidade policial fez o levantamento das circunstâncias do homicídio no local de crime.

O investigador ressaltou que após serem conduzidos à unidade policial, os infratores alegaram, em depoimento, que foram contratados por um comerciante de uma casa noturna da cidade de Letícia, na Colômbia.

“Eles informaram que esse comerciante foi vítima de uma tentativa de homicídio ocorrida no início deste ano e que se executassem o então autor desse crime, receberiam R$ 7 mil pelo serviço. No entanto, eles confessam que a foto do alvo parecia muito com o policial colombiano e que, por isso, acabaram executando a pessoa errada”, disse.

De acordo com Nascimento, durante as buscas, os infratores foram presos em locais distintos de Benjamin Constant. Dayana foi presa no porto, enquanto Mariela foi encontrada em uma casa no Centro da cidade. Já Luís e Valdirkey foram presos na Comunidade do Crajarizinho. 

Participação

Ainda conforme Nascimento, “Bucho” ficou encarregado pela logística do crime, por meio do fornecimento da arma e do transporte para o grupo, enquanto uma das mulheres tinha a foto do alvo no celular e ficou responsável em monitorar e reconhecer o alvo no momento em que ele aparecesse. “As mulheres ficaram nas proximidades do bar onde ocorreu o crime e aguardaram mais de duas horas ali. Segundo elas, Valdirkey foi quem efetuou os disparos”, informou.

O investigador da DIP de Tabatinga ressaltou que os infratores alegam que a arma utilizada na ação criminosa foi entregue ao mandante do homicídio. Conforme o investigador, outros dois envolvidos no crime, além do mandante, ainda permanecem sendo investigados no Inquérito Policial (IP) instaurado em torno do caso. O grupo foi autuado em flagrante por homicídio e associação criminosa. Ao término dos procedimentos na delegacia, os casais serão conduzidos à Unidade Prisional de Tabatinga, onde ficarão à disposição da Justiça.

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