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Dois dos principais membros da facção 'Família do Norte' são capturados em Natal, no RN

Policiais da Delegacia de Repressão a Entorpecentes do Amazonas (DRE-AM) indicaram que Carnaúba iria desembarcar no aeroporto de Natal, vindo de um voo do Rio de Janeiro (RJ). 09/01/2015 às 14:24
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Apontado como um dos chefes da facção criminosa fDN, Carnaúba foi preso ao desembarcar em Natal (RN), num voo vindo do Rio de Janeiro
Luana Carvalho Manaus (AM)

Dois dos principais membros fundadores da facção criminosa Família do Norte (FDN), Gelson Lima Carnaúba, o “Cabeça”, e Francinaldo dos Santos Silva, conhecido como “Cinta larga”, foram presos na noite de quinta-feira (8) no aeroporto internacional de Natal (RN), pela Polícia Federal do Rio Grande do Norte e do Amazonas. Carnaúba estava sendo procurado desde julho de 2014, quando fugiu do Complexo Penintenciário Anísio Jobim (Compaj)

Policiais da Delegacia de Repressão a Entorpecentes do Amazonas (DRE-AM) indicaram que Carnaúba iria desembarcar no aeroporto de Natal, vindo de um voo do Rio de Janeiro (RJ) e utilizando uma identidade falsa em nome de ‘Rafael Albuquerque Gomes de Oliveira’.

No local, Francinaldo dos Santos aguardava a chegada do líder da FDN e também foi preso por policiais federais. 'Cinta Larga' também usava uma identidade falsa, em nome de ‘Tiago dos Santos Silva.


De acordo com o secretário de Estado de Justiça e Direitos Humanos (Sejus) Louismar Bonates, a dupla cometeu crimes em RN e ficará à disposição da Justiça. “Por enquanto não há previsão de transferência para o Amazonas. Uma vez que eles também cometeram vários crimes em Rio Grande do Norte e ficarão presos no sistema prisional do Estado, à disposição da Justiça ”, disse Bonates.  

Perigoso

Carnaúba é acusado de ter comandado a rebelião mais sangrenta do sistema penitenciário do Amazonas,  em 2002, junto com outros presos identificados como Marcos Paulo, Francisco Álvaro e Elmar Libório, o “Macaxeira”.

Todos eles foram julgados e condenados pela morte de 14 presos que cumpriam pena no Compaj. Carnaúba recebeu condenação de 120 anos de prisão e chegou a cumprir pena na penitenciária federal de Mato Grosso do Sul, mas voltou para Manaus após membros da FDN pressionarem autoridades para o retorno dele através de greve de fome.

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