Sexta-feira, 06 de Dezembro de 2019
FALTA DE PROVAS

Por falta de provas, técnicos acusados por estupro em maternidade não são indiciados

De acordo com o delegado, não houve provas que colocassem os profissionais da saúde em situação de crime de estupro



b9f062f5-f0bd-4bae-b9bb-4f6f39d18dbf.jpg De acordo com o delegado, não há provas suficiente (Foto: Winnetou Almeida)
11/08/2017 às 21:01

Os dois técnicos de enfermagens acusados de estupro contra uma moça de 22 anos durante um parto cesariana na Maternidade Moura Tapajós, Zona Oeste, no dia 2 de julho deste ano, não foram indiciados pelo crime, segundo informou o delegado Demetrius Queiroz, titular do 8º Distrito Integrado de Polícia (DIP).

O inquérito policial foi enviado quinta-feira (10) para a Delegacia Geral, de onde seguirá para a Justiça. De acordo com o delegado, não houve provas que colocassem os profissionais da saúde em situação de crime de estupro. Segundo Queiroz, aproximadamente 15 funcionários foram ouvidos, entre eles toda a equipe médica que realizou o parto no dia do fato.



Queiroz explicou que em todos os depoimentos, funcionários explicaram os procedimentos durante o parto, o que ficou claro que os técnicos fizeram apenas os serviços à eles atribuídos e todos na companhia do pai, um mototaxista de 25 anos, que foi quem denunciou o caso à Polícia Civil.

“A sala de parto é muito clara e não tem como alguém passar despercebido. Os técnicos, na investigação, são os profissionais que trazem a paciente para a sala e na companhia do pai, então tudo foi feito na frente dele, não tinha como se confundir”, explicou.

Demetrius informou ainda que o mototaxista pode responder por denunciação caluniosa. O advogado dos técnicos, Andrews Martins, confirmou o processo por calúnia, difamação e denunciação caluniosa.


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