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Manaus
Genius 2016

Alunos de escolas públicas do Amazonas participam de competição de ciências

Paloma Kaline Costa, 16, e John Victor Alves Lima, 17, da Escola Estadual Maria da Luz Calderaro, na Redenção, Zona Oeste,  tiveram seus projetos aprovados 12/04/2016 às 05:30
Show genius
Professor Andrey Azedo e aluna Paloma Kaline no laboratório de ciências da escola (Foto: Aguilar Abecassis)
Luana Carvalho Manaus (AM)

Eles são alunos de escola pública e apesar da falta de estrutura para realizarem pesquisas científicas, estão na grande final do maior evento de ciências do mundo, a Olimpíadas Genius 2016, que promove uma compreensão global das questões ambientais por meio de projetos e soluções sustentáveis. 

Paloma Kaline Costa, 16, e John Victor Alves Lima, 17, da Escola Estadual Maria da Luz Calderaro, na Redenção, Zona Oeste,  tiveram seus projetos aprovados e agora disputam com alunos dos quatro continentes. Porém, um dos maiores desafios  é conseguir recursos para custear a viagem da dupla para Oswego, Estado de Nova York (EUA), onde devem apresentar os projetos em junho deste ano. 

“Esse desafio é maior, mas não vamos desistir. No ano passado já represeAntamos com um aluno, e os projetos deste ano acenam uma possibilidade muito grande de materializar o sonho de trazer a medalha para o Amazonas”, conta o orientador dos projetos, professor Andrey Azedo.

Os projetos foram realizados por meio do Programa Ciência na Escola (PCE) e com o apoio da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), que disponibilizou o laboratório da universidade para os alunos desenvolverem as pesquisas. A escola possui um laboratório, mas ainda não é o que os jovens cientistas necessitam. 

A Secretaria de Estado de Educação (Seduc), representada pelo  secretário Rossieli Soares, se reuniu ontem com o professor  para decidir de que forma  poderá colaborar para  a viagem dos alunos. No ano passado, um aluno viajou representando o Estado, na mesma competição, com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) e da própria  Seduc.

‘Biodegradação’  

A aluna Paloma Kaline desenvolveu uma pesquisa com um fungo amazônico (basidiomicetos) que faz a  biodegradação dos poluentes derivados do petróleo, como o gás carbônico (CO2). 

“O projeto é sobre a biodegradação de petróleo derivados de  pireno e fenantreno (HPAs) com fungos amazônicos. A gente   aproveitou nossos recursos próprios da amazônia, pois possuimos um  grande potencial biotecnológico.  Avaliamos que juntando os compostos poluentes com o fungo, eles produem enzimas capazes de quebrar eles mesmos (os poluentes)”, explicou. 

Para ela, a indicação nas olimpíadas pode ser um fator motivador para que a pesquisa avance.  “O resultado foi promissor e comprovamos que o projeto pode ser uma alternativa futura para a purificação do ar. Talvez a gente possa aprimorar ainda mais e contribuir para a criação de produtos biodegradáveis menos danosos ao meio ambiente”. 

O processo resume-se na aplicação de fungos basidiomicetos que utilizam os contaminantes  como  os HPA´s  Pireno e Fenantreno, que são derivados de Petróleo, atuando no processo de biodegradação.

'Bioprospecção'

John Victor  realizou uma bioprospecção de extratos vegetais com potencial antimicrobiano. “Dada relevância do tema e por serem estes microrganismos dentre vários outros, frequentemente isolados em infecções que apresentam elevada resistência aos antimicrobianos, é que se busca um produto novo,  e que nesse sentido possa combater este tipo de microrganismo com maior eficiência e conhecer  melhor o potencial de nossa biodiversidade”, explica o professor.

 A Olimpíadas Genius permite que os alunos do ensino médio de todo o mundo possam lidar com os problemas ambientais, e usar suas habilidades para produzir soluções, além de inspirar os alunos  a contribuir para a proteção e melhoria do mmeio  ambiente, incentivando a nova geração à concicência ambiental.
 

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