Quarta-feira, 22 de Maio de 2019
TECNOLOGIA

Empresas utilizam ciência de dados para mapear consumidores em Manaus

A partir do 'Big Data' as empresas mapeiam os consumidores para montar sua estratégia. O mercado nesta área está bastante aquecido



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Gilberto Santos é um cientista de dados da Fundação Paulo Feitoza - FPF Tech (Foto: Arquivo pessoal/ Gilberto)
15/04/2018 às 13:16

A Ciência dos Dados é importante para quase todas as empresas e indústria. As escolhas, opiniões e até mesmo os desejos são detalhadamente analisados. Todas essas informações formam o Big Data. A partir desses dados as empresas mapeiam o movimento dos consumidores para montar sua estratégia. Dessa forma, a profissão do cientista torna-se indispensável. Segundo professores da área este mercado está bastante aquecido. Exemplo de empresas que têm contratado são: Sidia, INDT, FPF Tech, Triad Systems, RedMaxx, Bemol e outras. 

“As empresas que conhecem seus clientes e usuários estão em vantagem em relação àquelas que não fazem. Conhecendo os seus clientes é possível melhorar e otimizar os serviços e produtos. Isso se torna um grande problema quando o número de clientes e o volume de serviços e produtos vendidos é grande. Não se pode analisar estes dados manualmente e nem usando tecnologia mais simples”, destaca o professor e pesquisador do Instituto de Computação da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Altigran da Silva. 

Demanda


Profissionais de todas as áreas se dedicam a aprender ou melhorar a capacidade de lidar com o Big Data. A profissão de Cientista de Dados foi apontada no Fórum Econômico Mundial de Davos como uma das carreiras mais relevantes para o mercado..

“Imagine, por exemplo, a riqueza de conhecimento que pode ser extraído a partir dos dados gerados pelos smartphones que cada um de nós usamos diariamente. Ninguém é capaz de explorar estes dados se não forem aplicadas com técnicas de análise e de mineração destes dados. O papel do cientista de dados é ajudar nisso”, diz Altigran.

Para o professor do curso da ciência de dados da Buritech, Marcio Palheta, o mercado em Manaus está bastante aquecido. Exemplo de empresas que têm contratado seus alunos são: Sidia, INDT, FPF Tech, Triad Systems, RedMaxx, Bemol, Buritech, SEFAZ, Prodam, Samsung Ocean, Méliuz e Linx Neemu. “Toda empresa que gera dados tem potencial para ser assistida por um cientista de dados”, diz.

Palheta explica que qualquer pessoa pode ser um cientista de dados, desde que tenha no mínimo noção voltada a programação. “Além disso, preciso ter relacionamento interpessoal e prática com matemática e estatística”, ressalta. 

Profissionais

Ludimila Gonçalves é cientista de dados pela Ufam e atua na Bemol fazendo estudos de impacto e previsão de demandas relacionadas ao negócio da empresa, como fazer previsão de venda de lojas e destaca que o mercado em Manaus está em crescimento. 

“Em Manaus as empresas estão começando a perceber a importância e o impacto positivo, como: melhoria de regras de negócio e economia nos gastos que a análise de dados tem nas organizações, com isso atualmente a demanda por este profissional é grande”, ressalta.

A cientista revela que por ser mulher, poucas vezes sentiu algum tipo de preoconceito. “O preconceito que senti foi mais de forma geral, do tipo ‘homens tem melhor raciocínio nas exatas, então porque você escolheu essa área’, mas não que eu me lembre de forma individual e pessoal”, conta. 

O Cientista de Dados Gilberto Santos conta que iniciou com 20 anos a carreira voltada para a informática, programação e tudo relacionado a computadores. Atua na área pela a FPF Tech. 

“Meu dia a dia é levantar a necessidades dos clientes da FPF Tech, fazer as propostas comerciais, sugerir as tecnologias que serão utilizadas nos projetos, acompanhar os projetos, gerenciar o time de desenvolvimento, monitorar os riscos e também prospectar novos projetos”, conta.

'Mercado de oportunidades'

Victor Valente é um cientista de dados formado pela a Universidade Federal do Amazonas (Ufam) que já atua na área pela a Buritech. Ele destaca que escolheu a carreira, pois percebe que é um mercado de grandes oportunidades profissionais nos próximos anos. 

“O ecossistema de produtos baseados em inteligência artificial, big data e data science ainda é muito incipiente em Manaus e no Brasil. Existe um grupo de produtos que são viabilizados por profissionais desse ramo que estão se tornando indispensáveis para a indústria da informação, e que estão realmente transformando o modo como os usuários interagem com produtos digitais. Participar do início dessa revolução é muito gratificante”, conta.

Glossário

Ciência de dados - é uma área interdisciplinar voltada para o estudo e a análise de dados.

Big Data - refere-se à quantidade exorbitante de dados produzidos diariamente.

Data Mining - é a “mineração” destes dados em busca de padrões consistentes.

Data Warehouse - é um depósito de dados digitais que serve para armazenar informações.

Business Intelligence (BI) -  é a tomada de decisão baseada em dados.

Inteligência artificial (IA) - propõe a elaborar dispositivos que simulem a capacidade humana.

Blockchain - É um grande “livro contábil” que registra vários tipos de transações registrados em computadores.

R$ 15 mil

é o salário mínimo de um cientista de dados com titulação de mestre, segundo o professor de ciência de dados da Buritech, Marcio Palheta. Na Ufam existe mestrado e doutorado na área.

Curso

A BuriTech começa a formar a primeira turma do curso de ciência de dados em Manaus. Começou na última terça-feira e vai até o dia 07 de maio. A carga horário é de 80 horas. Custa R$ 2,8 mil. As próximas turmas vão ocorrer em junho, julho e agosto. Em Manaus temos mestrado e doutorado pela a UFAM (a única instituição na Amazônia)  e em breve a UEA terá uma pós-graduação na área. Informações (92) 99189-1906. 


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