Domingo, 19 de Maio de 2019
NADA DE APELOS COMERCIAIS

Pastores lembram que a força do Natal está no aniversariante do dia

Gratidão e adoração a Deus. Essas são as principais palavras para definir o Natal, diz  o pastor José João Mesquita, 65, um dos líderes da 1ª Igreja Presbiteriana na capital



25/12/2016 às 05:00

Gratidão e adoração a Deus. Essas são as principais palavras para definir o Natal, diz  o pastor José João Mesquita, 65, um dos líderes da 1ª Igreja Presbiteriana na capital. 

Com um ministério de 40 anos, Mesquita afirma que celebrar a data é muito mais que acreditar em “Papai Noel” e receber presentes. Para ele, o simbolismo do Natal é a lembrança do nascimento do “Messias” e a concretização de uma promessa feita por profetas há mais de dois mil anos.  “Para nós o Natal tem tudo a ver com o nascimento do Jesus. Se fala muito em Papai Noel, presentes e uma boa ceia. Mas o principal é o nascimento do senhor Jesus, que foi prometido há séculos. Ele é a esperança e a salvação”, destacou. 

De semblante sereno, José João Mesquita defende que o nascimento de Cristo foi um divisor de águas para a humanidade. “Tanto que hoje nós dividimos a história em ‘antes’ e ‘depois’ dele”,  destacou. 

Ainda segundo o líder religioso, o apelo comercial não deve se sobrepor ao verdadeiro sentido do Natal, mas, muitas vezes, as propagandas acabam supervalorizando o comércio, deixando de lado o “aniversariante”. “O homem tem a capacidade de encobrir a verdade com fantasias. Nós gostamos de fantasias. Por exemplo, todo mundo sabe que ‘Papai Noel’ não existe, mas ele está espalhado por todos os cantos. Infelizmente, os valores estão invertidos”, disse. 


“Às vezes eu pergunto das crianças o que é o Natal e elas pensam que é apenas Papai Noel. E isso não existe, foi criado pelo comércio apenas para vender. O papel da igreja nesse sentido é mostrar o que representa essa data e falar do amor de Jesus”, completou. 


Mudanças
Em meio as crises que o País enfrentou ao longo de 2016, tanto na economia quanto na política, o pastor acredita que a situação é passageira. “A situação ainda é difícil, mas daqui um ou dois anos isso vai passar”, disse ao comparar com os Israelitas, quando foram dominados pelos Romanos. “Isso é reflexo da gastança e claro que em algum momento a economia ia sentir. Mas a fé tem que está acima de todas essas coisas, porque vamos conseguir atravessar esse período difícil”. 

“A situação foi bem pior com o povo de Israel. Quando Jesus veio ao mundo eles estavam dominados pelos romanos. Eles tinham pátria, mas não tinha direitos. E a mensagem de Cristo era justamente de paz e de esperança, assim como buscamos fazer hoje”, finalizou.

 

OBS: tem vídeo,. 


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