Domingo, 25 de Agosto de 2019
Vila Hub Coworking

Novo espaço em Manaus oferece escritórios compartilhados até com bar interno

O Vila Hub Coworking, no Aleixo, é um novo modelo de negócio que envolve networking, ideias criativas, entretenimento e sustentabilidade



content_1.JPG O Vila Hub surgiu da vontade de criar um modelo de espaço de trabalho (Foto: Divulgação)
11/12/2016 às 12:20

Foi da determinação de três jovens manauaras em abrir um novo modelo de negócio que envolvesse networking, ideias criativas, entretenimento e sustentabilidade – e da percepção desta lacuna no mercado de trabalho local – que nasceu no último mês de novembro o Vila Hub Coworking, um dos novos espaços na capital para jovens profissionais. Com o ramo do coworking ganhando cada vez mais espaço, a ideia do Vila Hub, cujos proprietários afirmam ser fruto de um trabalho 100% regional, é oferecer no mesmo local diversos serviços e facilidades para auxiliar quem está dando início à projetos, parcerias e empreendimentos.

Localizado em uma grande casa originalmente projetada pelo famoso arquiteto Severiano Porto e revitalizada e mobiliada nos últimos meses sem deixar de lado sua identidade em madeira, o Vila Hub (avenida do Sol, 2, conjunto Morada do Sol, bairro Aleixo) “dispõe de serviços essenciais para que o usuário só precise se preocupar com o que realmente importa, que é o seu trabalho”, informam. A estrutura, os serviços prestados, a conectividade entre clientes e até mesmo um bar localizado dentro do casarão, chamado Vila Garden Pub e que já conta com alguns projetos culturais, torna do local um serviço diferenciado na cidade.

“O Vila Hub surgiu da nossa vontade de criar um modelo de espaço de trabalho que pudesse ser útil e economicamente vantajoso para profissionais de todas as áreas e também para pequenas empresas, como as start-ups. Existe uma certa ausência de segmentos deste gênero que possam suprir grande parte do mercado, principalmente voltado a jovens ou pessoas empreendedoras que ainda não têm recursos para colocar suas ideias em prática”, explica Bruna Chíxaro, advogada e escritora de 24 anos que integra o trio de sócios-proprietários ao lado do administrador Gustavo Jinkings, de 26 anos, e do designer Carlos Baldin, 24.

Com uma bagagem cultural bem grande, os três amigos já se conheciam há alguns anos, mas foi apenas em meados de 2016 que resolveram tirar do papel a ideia de empreender juntos. “Somos três sócios que, apesar de cada um ser de uma área de formação distinta, temos várias coisas em comum, principalmente a paixão pelo novo, pela arte, pela criatividade. Cada um trouxe para o Vila Hub um pouco das experiências profissionais e também pessoais e pudemos criar uma identidade própria a partir desta mistura”, comenta Bruna. Segundo ela, o resultado se apresenta na forma de um local dinâmico, acolhedor e ideal principalmente para o profissional do século 21, que vive conectado mas não deixa de lado o convívio social.

A bagagem cultural dos proprietários é, inclusive, um dos diferenciais aplicados no espaço: enquanto que Gustavo e Carlos voltaram este ano de uma temporada de estudos em Dublin, capital irlandesa, Bruna – que lançou em 2012 o livro infantil “Ana Bolena” pela Editora Valer, obra hoje usada como paradidática em algumas escolas – completava sua meta pessoal de conhecer todos os continentes do planeta. “Os coworkings são espaços onde as pessoas que trabalham individualmente passam a juntar forças para trabalharem de maneira mais sustentável e colaborativa, o que por sua vez também proporciona uma certa independência para o trabalho, algo que já é bem explorado lá fora em diversas maneiras”, destaca Carlos Baldin.

Uma das principais vantagens continua sendo o custo: o coworking cobra um valor mensal menor do que se o cliente tivesse que arcar com toda uma nova estrutura física (aluguel, luz, móveis, internet, etc.). “Hoje em dia, muitos negócios acontecem a partir de novos contatos que criamos, um amigo vira parceiro e vice-versa. Quem sabe na mesa ao lado da sua pode estar alguém que vai te ajudar profissionalmente?”, acrescenta o designer.

No espaço externo do casarão está o pub, que possibilita a realização de reuniões mais informais. Como a regra é de que não haja barulho que atrapalhe os coworkers, o bar só abre para público externo a partir das 18h, ainda assim ideal para um happy hour. Quando anoitece, são comercializados sanduíches de hambúrgeres caseiros e diversas bebidas e o palco suspenso sobre uma piscina abriga tanto palestras, projetos internos e confraternizações quanto shows musicais como nas noites dedicadas ao “open mic”, em que qualquer um pode se apresentar. “Temos conseguido construir um ambiente em que nossos clientes tenham um local profissional para trabalhar e também um local agradável de se estar. A recepção do público tem sido surpreendentemente positiva! As pessoas têm ficado bastante curiosas com o conceito de coworking, principalmente por ser recente no Amazonas, e difundir esta ideia tem sido nosso maior desafio”, completa Carlos.

O trio de sócios sabe que este segmento na cidade de Manaus é novo e existe uma possibilidade enorme de crescimento num mercado onde cada vez mais as pessoas estão deixando de lado a ideia de modelo de trabalho tradicional. “Existe uma dificuldade enfrentada pelos novos empreendedores e pessoas recém-formadas no que se refere a ter seu próprio espaço comercial, então focamos nisso. Mas também são bem-vindos os usuários independentes e de outras cidades, que buscam um local para trabalhar por um período mais curto, e as pessoas que precisam de um ambiente para estudar. Acreditamos na inteligência coletiva, no convívio social e no desenvolvimento de um ambiente criativo e colaborativo como forma de motivar nossos clientes, então tudo se encaixa”, afirma Gustavo Jinkings.

Os valores praticados, com planos mensais a partir de R$ 450, estão na média mundial e nacional de outros coworkings, dizem os proprietários, e a principal vantagem para o cliente são os espaços já completamente equipados. “Não há gasto adicional com contas, sem falar em toda dor de cabeça que existe por trás de montar um escritório. Temos vários planos diferentes que devem ser escolhidos de acordo com a necessidade do nosso cliente”, comenta o administrador. “Recomendamos aos nossos clientes iniciarem com nosso plano mais básico, de 100 horas por mês, o que seria 4 horas por dia por 5 dias na semana. E, conforme for a necessidade a sua necessidade, ele pode adicionar serviços como mais horas, tempo em sala de reunião, endereço fiscal... Essa é uma bela vantagem, ter planos que podem ser personalizados pelo cliente de acordo com a sua demanda”.

E para 2017? “Nosso próximo passo é disseminar de maneira lúdica essa ideia de novo modelo de trabalho, mostrar para as pessoas que aqui você pode encontrar muito mais que um ambiente de escritório, e é por isso que queremos trazer atividades e eventos que aumentem a interação entre coworkers e demais clientes”, avalia Bruna, comentando que nas primeiras semanas de soft-opening, o local sediou eventos como uma oficina de plantio e um bate-papo sobre Vida e Tecnologia na área externa. Estamos pretendendo trazer mais cursos, assim como receber feiras, bazares, exposições de arte, shows culturais...”, finaliza.

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