Publicidade
Manaus
LIBERDADE

Donos de agência presos na ‘Cashback’ por corrupção na Saúde são soltos pela Justiça

Os empresários Marco Barbosa e Jonathan Queiroz foram acusados de integrar grupo que escoava verbas públicas através de serviços inexistentes e superfaturados 17/10/2018 às 10:58
Show moema 822b0128 1506 49ec 8fed e0d72de09061
Foto: Divulgação
acritica.com

A Justiça Federal concedeu liberdade a mais dois presos na Operação Cashback acusados de corrupção na Saúde. São eles os empresários do ramo de publicidade Marco Barbosa e Jonathan Queiroz, que foram acusados de integrar um grupo criminoso responsável por escoar verbas públicas da Saúde do Amazonas através de serviços inexistentes e superfaturados.

A decisão de dar liberdade a Marco Barbosa e Jonathan Queiroz é do desembargador federal Olindo Menezes, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), o mesmo que mandou soltar o advogado Lino Chíxaro, também preso na Cashback. A justificativa do desembargador para soltar os dois publicitários é “ausência de requisitos da prisão temporária”. Até então, os dois empresários estavam presos no Centro de Detenção Provisória Masculino 2 (CDPM 2), no Km 8 da rodovia federal BR-174, onde também estavam outros envolvidos na Cashback.

Além de Chíxaro e dos publicitários Marco Barbosa e Jonathan Queiroz, também foram presos durante a deflagração na Operação Cashback o empresário Murad Aziz, irmão do senador do Amazonas Omar Aziz (PSD), e o empresário Sérgio Bringel, dono do grupo Bringel, um dos principais fornecedores de serviços hospitalares para o Estado.

Operação Cashback

Na Operação Cashback, os presos são acusados de peculato, lavagem de capitais e organização criminosa. Tais crimes, segundo a Polícia Federal, foram praticados por empresários que forneciam produtos e serviços à organização social Instituto Novos Caminhos, que deu origem ao nome da Operação Maus Caminhos.

Dentre as fraudes identificadas, o modus operandi utilizado pela organização criminosa para desviar recursos públicos da Saúde consistia na realização de pagamentos superfaturados, em preço e/ou quantidade, com a posterior devolução de parte do valor pago. Por essa razão, o nome da operação faz alusão ao modelo de compras que devolve parte do dinheiro ao consumidor.

Apenas em um dos contratos dessas empresas com o Estado do Amazonas, no valor de R$ 552 milhões, foi identificada fraude no valor de R$ 140 milhões. De acordo com a Receita Federal, existem indícios de fraudes fiscais da ordem de R$ 100 milhões, cujas autuações podem alcançar R$ 75 milhões. Já segundo a Controladoria Geral da União (CGU), foram identificados desvios de recursos públicos da ordem de R$ 142 milhões.

Publicidade
Publicidade