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Manaus
FUSCA

Fãs promovem exposição para comemorar o Dia Mundial do Fusca em Manaus

Exposição dedicada aos "fusquinhas" deve reunir mais de 300 veículos no Largo São Sebastião neste domingo (24) 23/06/2018 às 10:56
Show fusca
Foto: Marcio Silva
Priscila Rosas Manaus (AM)

Quem nunca dirigiu ou andou em um fusquinha ou topou com um pelas ruas de Manaus? O nosso “velhinho”, que completou 84 anos nessa sexta-feira (22), conta com muitos aficionados pela cidade. Para comemorar a data, neste domingo (24) acontece a exposição Dia Mundial do Fusca, no Largo de São Sebastião, no Centro, das 8 às 12h.

Considerado um dos carros mais antigos e queridos, o fusca é tão especial que em algumas famílias é passado de pai para filho. É o caso do professor Aldemir Mitoso Câmara, 68. O pai dele comprou o automóvel em novembro de 1975 e depois o deu de presente. Logo se tornou o carro da família.


Durante a Copa do Mundo, o "Amarelinho" vira sensação na rua Santa Isabel, na Praça 14, na Zona Sul de Manaus.  Foto: Divulgação

Hoje  o “Amarelinho” ou o “Brasileirinho”, como o fusca é conhecido, é um dos “moradores” mais famosos da rua Santa Izabel, no bairro Praça 14, Zona Sul. Em dias de jogo do Brasil, muita gente vai até ele só para fazer uma foto. “A cor dele é amarelo imperial. Aí na copa, depois de 1982, no auge da rua, o povo vinha bater foto. A minha mulher começou a ajeitar ele”, explicou o professor.

Este ano a ideia da esposa dele, Maria Aparecida Araújo, foi diferente: pintar de verde os pára-lamas, a capota e o pára-choque, além de ter nele o Zabivaka, mascote da Copa do Mundo na Rússia. Assim, o canarinho ficou ainda mais brasileiro. O intuito de Aldemir é iniciar uma tradição. “Eu vou deixar ele assim. Se nosso Brasil ganhar, ele fica mais um pouquinho”, contou ele. 

Virou galinheiro

“Esse fusca é das galinhas. Se você quiser vai ter que conversar com elas”. Foi isso que engenheiro mecânico Disney Ramos, 56, ouviu do padrinho no reencontro com seu fusca, no interior de São Paulo. É que o “besouro” estava mais para galinheiro do que para carro. O “idoso”, carinhosamente chamado assim pela família, foi comprado pelo pai do engenheiro, em 1964, depois vendido ao seu padrinho.

Mas o amor ao fusquinha continuou no coração do paulista. “Com 14 para 15 anos já comecei a brincar com ele. Eu aprendi a dirigir nesse fusca. Depois eu tive meu próprio carro. Em uma viagem de férias perguntei ao meu padrinho o que tinha acontecido com o carro. Encontrei-o no sítio. O fusca tinha virado galinheiro, tinha crescido mato nele, as galinhas viviam dentro dele”, lembrou ele, que reformou o veículo e pretende passá-lo aos filhos Sidney Ramos Neto, 21, e Ricardo Ramos, 19.

Exposição no Largo São Sebastião

Para quem é amante do fusca ou de outros veículos antigos, neste domingo acontece a Exposição do Dia Mundial do Fusca no Largo de São Sebastião, de 8 as 12h, no Centro. O evento já existe há 6 anos.  “Vimos à necessidade de ter exposições de carros antigos porque a maioria das pessoas iam pegar o carro e rodar. Então, alguns amigos sugeriram fazer esses pequenos encontros. Assim, algo pequeno se tornou grandioso”, frisou  Thiago Guimarães, presidente do Clube Fusca e um dos organizadores do evento.

A exposição é gratuita e contará com cerca de 300 a 350 carros antigos. Quem quiser expor seu carro, seja o saudoso fusca ou outro modelo, é só ir até o local.

Data especial

O Dia Mundial do Fusca  é comemorada no dia 22 de junho porque nessa data,  em 1934, foi assinado um contrato entre Ferdinand Porsche e a Associação Nacional da Indústria Automobilística Alemã, dando início ao desenvolvimento do modelo.

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