Sábado, 26 de Setembro de 2020
OPERAÇÃO PETRUS

Doze são presos suspeitos de desviarem combustíveis; prejuízo pode chegar a R$ 3 milhões

Delegado informou que ainda não tem como identificar há quanto tempo a quadrilha agia



opera__o_11E16413-92B0-43A1-9028-6A6BA2738672.JPG Foto: Winnetou Almeida
21/06/2019 às 14:30

A operação “Petrus”, deflagrada na manhã de sexta-feira (21) por policiais da Delegacia Especializada em Roubos, Furtos e Defraudações (Derfd), prendeu doze homens suspeitos de participarem de uma quadrilha que desviava combustível de uma empresa. Segundo titular da Derfd, o prejuízo já soma R$ 1 milhão, mas pode chegar a R$ 3 milhões.

Os presos são Josué de Azevedo Oliveira, apontado como o líder da quadrilha; Valdeney Aleluia Soares, Fábio Praiano da Silva, Raimundo Monteiro Maia, Elberson Paula Coutinho, Adelcimar Ribeiro Dias, Yago Bentes de Oliveira, Jaime Feitosa de Lima e Jessé Felipe de Magalhães.



O titular da Derfd, delegado Guilherme Torres, informou que o prejuízo pode chegar a R$ 3 milhões e que as investigações começaram a cerca de dois meses, mas ainda não tem como identificar há quanto tempo a quadrilha agia.

“Eles agiam da seguinte forma: a embarcação da empresa atracava no navio fornecedor, e outra embarcação conhecida como Bajara, encostava no barco da empresa, e os próprios funcionários da empresa faziam o bombeio de parte dos combustíveis, e depois entregavam a um receptador”, explicou o delegado. O grupo criminoso, ainda segundo o delegado, lavava dinheiro comprando veículos em nome de terceiros e aplicando em construção de galpões.

Durante a operação foram apreendidos R$ 61,5 mil em espécie. O delegado Demetrius Queiroz, adjunto da Derfd, disse que durante investigações foi constatado que o salário que alguns dos suspeitos declararam ganhar na empresa, não era compatível com a qualidade de vida que tinham.

“Um deles tinha uma casa grande, carro de alto valor na garagem, iPhone de lançamento. Tudo foi apreendido e farão parte do inquérito de uma investigação que chegou a nós por meio de denúncia anônima”, finalizou.

Os suspeitos foram indiciados por associação criminosa, furto qualificado e lavagem de dinheiro. Com o mandado de prisão temporária cumprido, agora será pedido na justiça a conversão para prisão preventiva dos 12 suspeitos. A segunda fase da operação, que já está em andamento, será para identificar os receptadores dos combustíveis desviados.

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Repórter de Polícia do jornal Manaus Hoje

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