Quinta-feira, 21 de Novembro de 2019
SISTEMA PRISIONAL

DPE-AM passa a prestar atendimento jurídico diário em cadeias de Manaus

Meta diária é atender 30 presos em cada uma das sete unidades. Medida visa dar celeridade em processos



Capturar_8A3E946C-A355-403E-8337-91933464CFBF.JPG Foto: Divulgação/DPE-AM
30/09/2019 às 16:32

A Defensoria Pública do Estado (DPE-AM) passou a prestar assistência jurídica aos presos do Sistema Penitenciário do Amazonas, com salas próprias em todas as sete unidades prisionais de Manaus, a partir deste mês. A medida beneficia detentos que não têm condições financeiras de constituir um advogado. O atendimento é feito de 8h às 14h, de segunda a quinta-feira, com meta diária de 30 presos por unidade.

De acordo com o coordenador do Núcleo de Atendimento Prisional da Defensoria, defensor público Theo Eduardo Costa, o avanço permite maior celeridade na análise de processos da população carcerária, além de reduzir custos do Estado.



“Faremos 2,8 mil atendimentos por mês, tanto aos presos condenados quanto aqueles que ainda aguardam julgamento. Esperamos que essa medida contribua para a pacificação dos presídios de forma a evitar rebeliões, fugas e riscos para funcionários que trabalham diariamente nas unidades. Esse avanço foi possível por meio da parceria com a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária e a abertura que a atual gestão do Governo do Estado possibilitou à Defensoria”, destacou o defensor.

Em função da falta de espaço físico com estrutura administrativa e de atendimento, o serviço jurídico da Defensoria era feito apenas em sistema de mutirão, uma vez por semana, com rodízio de unidades, desde 2018.

Anteriormente a defesa dos presos era feito por empresas que faziam a cogestão nas unidades prisionais. A partir da aproximação do término dos contratos com as empresas, o Governo do Amazonas e a DPE-AM definiram que os serviços jurídicos passariam a ser feitos por defensores públicos, conforme prevê a Lei de Execução Penal.

Até julho deste ano, a Defensoria Pública mantinha apenas duas salas em presídios para prestar assistência jurídica, sendo uma no Centro de Detenção Provisória de Manaus (CDPM II) e outra na Penitenciária Feminina de Manaus (PFM). A partir deste mês, passou a operar com salas também no Centro de Detenção Provisória de Manaus I, Centro de Detenção Provisória Feminino (CDPF), Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), além do Instituto Penal Antônio Trindade (Ipat) e Unidade Prisional do Puraquequara.

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