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Manaus
PRODUTOR E MUTIRÃO

Duas das principais feiras da Zona Leste de Manaus estão em ‘petição de miséria’

A desorganização e a sujeira são os principais alvos das reclamações da população 12/05/2017 às 05:00
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Situação da feira é ruim, mas no entorno é ainda pior e tem muita confusão. Foto: Aguilar Abecassis
Álik Menezes Manaus

Feirantes e clientes das Feiras do Produtor e do Mutirão,  na Zona Leste, denunciam a falta de estrutura e do descaso da Prefeitura de Manaus com eles. A desorganização e a sujeira são os principais alvos  das reclamações da população.

No caso da feira do Produtor,  na avenida Camapuã, o espaço pequeno e o acúmulo de lixo, em alguns dias da semana, são comuns. “Tem dias que isso aqui está um nojo, lixo para todos os lados”, disse a dentista Djana Oliveira, 42, que faz compras na feira pelo menos duas vezes na semana.

Além dos clientes, os próprios permissionários da feira também afirmam que o local está abandonado e não tem estrutura adequada para atender os clientes. Segundo Ana Moreira, 37, que trabalha na feira há sete anos, a prefeitura  abandonou as feiras e deixou os feirantes esquecidos.

Sobre a estrutura e a limpeza da feira, uma permissionária  de 33 anos, que trabalha na feira há 15 anos e pediu para não ser identificada, disse que os feirantes pagam uma taxa de R$ 15 semanal para a conservação do espaço. De acordo com ela, eles pagam porque querem ver a área limpa, mas acreditam que a responsabilidade deveria ser da prefeitura.

No ano passado, os vendedores fizeram uma ‘cota’ para pagar uma reforma na área central da feira. A obra no forro e em parte do telhado custou cerca de R$ 20 mil. Os feirantes alegam que nem poderia fazer esse investimento, mas se uniram para tentar oferecer um local mais adequada para os clientes.

Na feira do Mutirão, localizada na rua Itaeté, que de ‘feira’ só tem o nome, as bancas de frutas, verduras, peixes e carnes ficam praticamente no meio da rua. Clientes reclamam da desorganização e do lixo que, muitas vezes, é jogado na via pública e um igarapé poluído próximo. “A gente só vem aqui porque é o jeito, mas não digo nem que é uma feira, tem dias que a rua está só lixo”, contou a dona de casa Maria de Nazaré Souza, 56.

O vendedor de frutas e verduras, Lucas Souza, 32, contou que a feira sempre foi desorganizada e no meio da pista e acredita que essa situação nunca mudará. “Eu até queria que uma feira de verdade fosse inaugurada, mas tenho certeza que nunca vai acontecer”, disse.

Reforma prevista
 A subsecretaria Municipal de Abastecimento, Feiras e Mercados  informou que a feira do Produtor está no cronograma de reforma e o início da obra deve começar em julho. “O projeto está pronto e foi encaminhado para o governo federal, estamos aguardando retorno para o início das obras, que deve acontecer em julho ou agosto deste ano”.

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