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Duas execuções são registradas na noite de domingo (19)

Mortos em circunstâncias semelhantes, Manuel Lucas Pires, de 24 anos, e Zenildo dos Santos Guedes, de 23, podem ser as mais recentes vítimas de "acerto de contas" do tráfico de drogas 20/10/2014 às 15:44
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Local onde Manuel foi alvejado, na Av. Penetração
ACRITICA.COM* Manaus (AM)

Um homem identificado como Manuel Lucas Pires, de 24 anos, foi morto por volta das 19h deste domingo (19), na rua Ipanema, Cj. Mutirão, bairro Amazonino Mendes, Zona Norte de Manaus.

Segundo a Polícia Civil, as circunstâncias do assassinato ainda estão sendo investigadas. Duas versões vêm sendo apuradas pela PC: a de que um atirador teria atirado em Manuel quando este estava parado próximo a um orelhão, na mesma rua; e de que dois homens numa moto o teriam abordado enquanto caminhava e efetuaram os disparos.

Manuel recebeu quatro tiros, sendo que dois acertaram a cabeça e outros dois o tórax.

De acordo com um vizinho de Manuel, ele seria usuário de drogas, tendo iniciado a vida no consumo de narcóticos e no crime aos 17 anos. Em consulta ao site do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), a vítima aparece como tendo cumprido pena por roubo.


Esquina onde ocorreu o crime (Foto: Alírio Lucas)

Execução no Terra Nova

Por volta das 23h de ontem, o ajudante de pedreiro Zenildo dos Santos Guedes, 23, foi morto com dois tiros na rua da própria casa, localizada na rua Roraima, loteamento  Rio Piorini, Terra Nova, também na Zona Norte da capital.

Segundo populares, Zenildo vinha caminhando na via quando dois homens em um veículo não identificado dispararam seis tiros contra ele, sendo que apenas dois o acertaram. Em seguida, ele tentou escapar entrando num beco que daria acesso ao fundo da sua residência, mas a tentativa não deu certo e ele morreu ainda no local.


Muro próximo à residência de Zenildo ainda estava sujo de sangue (Alírio Lucas)

Uma vizinha afirmou que ele era usuário de entorpecentes e que possivelmente o crime teria sido motivado por acerto de contas. “Ele era usuário, mas nunca ouvir falar que ele vendia. Ele usava, mas sempre na dele. Talvez tenha ficado devendo”, afirmou a mulher, que não quis ter o nome revelado. Zenildo morava no local com sua mãe e suas duas filhas.

Uma dona de casa de 25 anos de idade afirmou à reportagem que o local é bastante calmo, principalmente no período da noite, e que  as pessoas temem a sair de casa por conta da onda de assaltos e tráfico de drogas na região. “Até que aqui na rua é tranquilo, mas nas demais ruas existe muito isso mesmo. É calmo, mas essa calmaria assusta”, disse.

*Com informações do repórter Alírio Lucas

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