Sábado, 25 de Maio de 2019
Carnaval 2017

Irmãos cantores defendem marchinha anticrime em festival pré-Banda do Jaraqui

Experientes cantores profissionais Celestina Maria, 75, e Reginaldo Patriarca, 64, vão defender marcha contra violência em evento neste sábado (28) no Ao Mirante Bar, a partir de 12h



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Reginaldo Patriarca e Celestina Maria vão cantar neste sábado, dia 28, no Ao Mirante. Foto: Winnetou Almeida
27/01/2017 às 17:36

Os músicos Celestina Maria, 75, e Reginaldo Patriarca, 64, são irmãos de sangue e de samba e expoentes de uma época na qual as marchinhas e sambas-enredos imperavam nos bailes ou qualquer festa de Carnaval da cidade. Bem antes da globalização que inundou os eventos carnavalescos de vários outros ritmos como o axé music. Em parceria inédita, ambos vão concorrer, no próximo sábado, no 3º Festival de Marchinhas da Banda do Jaraqui, em Santo Antônio, a partir de 12h, no Ao Mirante, com a canção  “Manda Quem Pode e Quem Manda é a Facção”, criticando, com muita acidez e contundência, a onda de crimes no Estado.

A composição é da própria Celestina Maria, e o trecho inicial da canção diz assim: “A bandidagem tomou conta da cidade / A facção é quem tá comandando a massa / Hoje ninguém pode ter mais liberdade /Se der bobeira você vai morrer de graça / Antigamente as coisas eram diferentes / Tranquilidade mais ou menos existia / E quando alguém gritava ‘lá vem a polícia’ ao delinquente / O bandido logo com medo corria”.

A letra também cita os episódios das alagações nas áreas de risco da cidade, problema relatado nas matérias publicadas neste caderno de Cidades de A CRÍTICA. “Que irão fazer os pobres dos alagados / Quem é que está se importando com eles?/ Perdem geladeira, colchão, estofados / E como é que vai ficar a vida deles?”, canta ela e seu irmão, que terá participação especial como backing vocal.

“Estamos vivendo em um mundo muito perigoso e violento, onde não podemos mais sair de casa direito. Essa letra fala dessas coisas”, disse Celestina, uma verdadeira dama da música amazonense, que tem cadeira cativa para cantar em bares tradicionais da cidade como Caldeira (ela é caldeirense assumida), ET, Chão de Estrelas, Cipriano e Carvalho entre outros. Nada mal para quem vai fazer 76 anos em abril e que canta desde os 5 anos. E lá se vão 70 anos.

Seu irmão, Patriarca, atua há mais de 30 anos como cantor de MPB, sendo que, destes, 22 temporadas foi trabalhando no Tropical Hotel Manaus. “Tenho meu trabalho independente, cantando e tocando violão, tocando MPB, mas nos reunimos agora para cantar essa marchinha com ela”, completa o irmão.
Ambos já nasceram sambistas, pois têm origem na Praça 14 de Janeiro, considerado o berço do samba manauense e que sedia a escola de samba Vitória Régia. Os pais eram sambistas - Aprígio Farias dos Santos, conhecido no bairro como “Anjico do Cavaco”, e sua mãe Zilda Patriarca.

Maria Celestina tem 6 CDs gravados, mas ainda sonha com um DVD e lançar um livro poético sobre sua vida, além de um memorial para o irmão falecido em dezembro, Peteleco da Viola, 68. Já seu irmão, apesar de estra acostumado com a música, ainda busca gravar o 1º álbum. Se você é apreciador da música e da interpretação dos dois artistas, pode entrar em contato com eles pelos fones 99180-3963 e 98184-3835 (Celestina) e 99497-0371 (Patriarca).

Frase

"Tenho meu trabalho independente, cantando e tocando MPB, mas nos reunimos agora para cantar essa marchinha”

Reginaldo Patriarca, Cantor

Frase

"Depois de Deus e minha família, o samba é tudo. Eu não vivo sem cantar. Não fico olhando pro tempo”

Celestina Maria, Cantora amazonense


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