Quinta-feira, 24 de Setembro de 2020
ensino sem comprovação

Dupla é presa por oferecer cursos de mestrado e doutorado sem validação do MEC

Prisões ocorreram no Maranhão e Paraná. Terceiro suspeito, apontado como representante da instituição no Amazonas, não foi encontrado



preso_A39ACD57-6775-4B8C-A8C1-978979E1F2C8.JPG Foto: Divulgação
06/08/2020 às 19:15

Jacob Almeida Barbosa e Katarina Souza Corrêa, de idades não divulgadas, foram presos, nesta quinta-feira (6), após oferecerem cursos de mestrado e doutorado sem validação do Ministério da Educação (MEC). Segundo a Polícia Civil, um terceiro suspeito, apontado como representante da instituição no Amazonas, não foi encontrado.

As investigações foram iniciadas em ação conjunta das polícias civis dos estados do Amazonas, Maranhão e Paraná. Na ocasião, a Delegacia Especializada de Roubos, Furtos e Defraudações (Derfd), conforme o titular Aldeney Goes, recebeu um grupo de pessoas que relatou ter efetuado o pagamento de R$ 24 mil, durante um período de cinco anos.



"Essas pessoas nos procuraram dizendo que, entre os anos de 2014 e 2019, estudaram cursos de doutorado e mestrado - Stricto Senso e Lato Senso - pagando a quantia total de R$24 mil, cada uma. Só que, em 2019, elas perceberam que o diploma não havia saído. Elas decidiram verificar, quando perceberam que os representantes já não estavam mais no local. Ao contatarem o MEC, foram informadas que a instituição não possuía autorização para ministrar o referido curso", detalhou o delegado.

Após a Derfd ter solicitado o pedido de prisão dos dois, as autoridades policiais prenderam Jacobe no Centro de Timon, em Maranhão; e, Katarina, no Balneário Porto Fino, em Paraná. O terceiro suspeito, identificado como Márcio Fabrício da Silva, não foi localizado. Para a polícia, ele era o responsável pela instituição no Amazonas e também quem recebia os valores.

"Fomos em todos os endereços, mas não conseguimos encontrá-lo. Iremos disponibilizar a imagem dele, por meio da assessoria, a fim de conseguirmos o paradeiro. Ele já é considerado foragido", acrescentou o titular.

Durante consulta ao site do Tribunal de Justiça do Maranhão, foi constatado que Jacobe respondia como diretor-presidente de outra instituição e já havia sido investigado pela polícia do Maranhão. A PC-AM segue em busca do paradeiro de Márcio.

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Repórter de A Crítica

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