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Duplicação de AM-070 ainda está em 15% segundo Seinfra

Iniciada em abril de 2013, a obra era tida como prioridade da gestão Omar Aziz (PSB). Dos 78 km de duplicação previstos, só dez foram entregues 06/01/2015 às 22:18
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A estrada é constantemente usada por turistas e moradores da Região Metropolitana
Mariana Lima Manaus (AM)

Árvores nativas de preservação ambiental prevista por lei e o período de chuvas no início deste ano devem atrasar ainda mais a entrega das obras de duplicação da rodovia AM-070. O processo de duplicação da estrada teve início em abril de 2013, mas segundo relatório da Secretaria de Infraestrutura do Estado (Seinfra) apenas 15% da obra está concluída.

A rodovia liga Manaus aos municípios de Iranduba, Manacapuru e Novo Airão e é constantemente usada por turistas e moradores da Região Metropolitana. A obra prevê a duplicação de 78,14 km de vias, mas até agora foi entregue apenas os dez primeiros quilômetros.

No projeto, as pistas contam com duas faixas com 7,10 metros de largura e um acostamento de 2,30 metros para cada lado, totalizando uma largura de 18,80 metros. A expansão prevê vias mais largas até a entrada do município de Novo Airão, mas só está pronta até a entrada do município de Iranduba.

Em nota divulgada pelo site da Seinfra, os trabalhos estão concentrados nos 15 primeiros quilômetros de estrada, pois foi a área liberada pelo Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) para a obra. O Iphan é responsável pelas análises arqueológicas necessárias para autorizar a duplicação naquela área.

Ao decorrer da obra, algumas partes do projeto devem ser adaptadas. Em frente a entrada do município de Iranduba, por exemplo, 13 palmeiras imperiais, que já estavam plantadas na via devem integrar o canteiro central. Segundo estimativa de trabalhadores, o processo de liberação desta área deve ocorrer em no máximo 30 dias.

No quilômetro 20 da rodovia, 14 castanheiras devem dar dor de cabeça para a continuação da obra. As árvores estão plantadas na direção da área prevista para integrar a duplicação e compor a pista sentido Novo Airão – Manaus.

Segundo o Decreto Federal n° 1.282, que dispõe sobre florestas primitivas na bacia amazônica, as castanheiras (Bertholetia excelsa) só podem ser retiradas em caso de obras de relevante interesse público.

Novos prazos 

A Seinfra prevê ainda um novo atraso nas obras devido ao período de chuvas, previsto para o início deste ano: “a possibilidade de que o período de chuvas provoque dilatação nos prazos até então anunciados é muito grande, até houve uma antecipação da chegada desse período - pelo menos é o que o clima tem mostrado”, diz a nota publicada no site do órgão. A duplicação total da via está prevista para terminar apenas em dezembro de 2016.


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